Helena Braga – Donos de Restaurante https://donosderestaurante.com.br Notícia, número e ferramenta para quem opera restaurante Sat, 10 Oct 2026 02:40:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 Preço da refeição sobe 0,49% em setembro, mostra IPCA https://donosderestaurante.com.br/custos/preco-da-refeicao-sobe-0-49-em-setembro-mostra-ipca/ Sat, 10 Oct 2026 02:32:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/preco-da-refeicao-sobe-0-49-em-setembro-mostra-ipca/ O preço da refeição consumida fora de casa subiu 0,49% em setembro, depois de avançar 0,18% em agosto. Em 12 meses, a alta chegou a 5,01%, segundo consulta à tabela 7060 do SIDRA, do IBGE. É um dado novo para quem decide o preço do almoço, do prato feito ou da marmita, mas não é um índice de custo da cozinha.

No mesmo mês, a alimentação fora do domicílio aumentou 0,48%, enquanto a alimentação comprada para consumo em casa subiu 0,96%. O IPCA geral foi de 0,82%. A diferença sugere atenção à margem: o preço médio pago pelo cliente no restaurante avançou menos que o preço de parte dos alimentos no varejo, embora as duas medidas não representem a mesma cesta nem o preço de compra de cada estabelecimento.

A pressão ficou mais visível em itens específicos. O IBGE apontou alta de 37,76% no tomate, 24,07% na batata-inglesa e 10,14% na cebola em setembro. Na direção oposta, o frango inteiro caiu 1,96% e o frango em pedaços, 1,41%. Esses percentuais medem preços ao consumidor, não a cotação do fornecedor da sua casa.

Preço da refeição não revela a margem do prato

Uma refeição pode estar mais cara para o cliente e, ainda assim, render menos ao restaurante. Isso ocorre quando o custo dos ingredientes de maior peso na receita cresce mais depressa que o preço de venda. O IPCA mostra a variação média dos preços pesquisados pelo IBGE; ele não substitui nota fiscal, rendimento de preparo nem ficha técnica.

Por isso, reajustar todo o cardápio pelos 0,49% de setembro seria uma decisão sem base suficiente. Um prato com tomate e batata pode ter sofrido pressão maior que outro apoiado em frango. Também importa quanto de cada ingrediente entra na porção, quanto se perde no preparo e quais preços foram negociados com fornecedores locais.

Reajuste contido exige olhar item por item

A Abrasel informou que 38% dos estabelecimentos pesquisados não conseguiram reajustar preços entre setembro de 2025 e agosto de 2026. É um sinal de dificuldade de repasse, não uma medida da margem de cada operação. A entidade também destacou que o cafezinho subiu 2,57% em setembro, bem acima da variação da refeição.

Para quem vende almoço e bebidas, a leitura prática é separar os itens. O resultado de setembro permite testar se uma bebida, um acompanhamento ou uma receita específica precisa de novo preço antes de mexer no prato principal. Se a alta do insumo for temporária, ajustar compra, porção ou composição do prato pode preservar a margem sem uma mudança geral de preços.

O acompanhamento deve ser semanal enquanto os preços estiverem mudando. Uma média nacional de setembro ajuda a identificar o problema, mas a decisão de compra de outubro depende da cotação atual e do volume vendido em cada unidade.

O que fazer com isso

  • Confira as notas e cotações atuais de tomate, batata, cebola e frango antes do próximo pedido.
  • Recalcule a ficha técnica dos pratos que mais usam os itens em alta, incluindo perdas e rendimento.
  • Compare margem por item e volume vendido antes de alterar o preço do prato principal ou dos acompanhamentos.
  • Acompanhe a cotação nas próximas semanas para distinguir uma alta pontual de uma pressão persistente.

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Carne suína no atacado fica abaixo do frango em SP https://donosderestaurante.com.br/custos/carne-suina-no-atacado-fica-abaixo-do-frango-em-sp/ Mon, 05 Oct 2026 23:30:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/carne-suina-no-atacado-fica-abaixo-do-frango-em-sp/ A carcaça suína especial custou menos que a carcaça de frango resfriado no atacado de São Paulo na parcial de setembro. Até o dia 18, as médias foram de R$ 7,42 e R$ 7,81 por quilo, respectivamente, segundo dados do Cepea reunidos pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). A diferença de R$ 0,39 por quilo inverte a relação habitual entre as duas proteínas naquele mercado.

Para quem compra para restaurante, padaria ou delivery, o dado é um sinal para pedir novas propostas de cortes suínos. Ele não é uma tabela de preços para a cozinha. Carcaça no atacado e peça limpa entregue ao estabelecimento têm apresentações, rendimentos, frete e condições comerciais diferentes.

A ABCS atribui a pressão sobre a carne suína à oferta elevada no mercado brasileiro. A entidade também relata uma reação nas cotações do suíno vivo e da carcaça na segunda metade de setembro. Portanto, a oportunidade de compra sugerida pela comparação exige consulta atual ao fornecedor antes de qualquer mudança no cardápio.

Carne suína no atacado: o que a diferença mede

Os R$ 7,42 por quilo se referem à carcaça suína especial, enquanto os R$ 7,81 dizem respeito à carcaça de frango resfriado. A comparação é entre produtos inteiros negociados no atacado paulista, não entre lombo e peito de frango já preparados para uso. O jornal O Presente Rural também publicou os dois valores, com a mesma data de corte da série do Cepea.

Na negociação, a pergunta útil é quanto custa o quilo aproveitável do corte que entra na receita. Um preço menor por quilo comprado pode perder a vantagem quando há osso, gordura retirada, aparas ou maior perda no preparo. A ficha técnica de cada prato permite comparar custo por porção servida, que é a unidade relevante para decidir preço e margem.

Como testar a troca sem alterar o cardápio às cegas

Peça cotações para o mesmo corte suíno a pelo menos dois fornecedores e compare peso líquido, padrão de limpeza, prazo de entrega e validade. Faça o mesmo com a proteína usada hoje. Só então calcule o custo da porção após o pré-preparo, incluindo os acompanhamentos que precisariam mudar.

Uma substituição também depende da aceitação do cliente e do processo de cozinha. Antes de trocar um prato de frango por suíno, teste preparo, tempo de produção e rendimento em lote pequeno. Se a vantagem aparecer apenas no indicador de carcaça, sem chegar à nota de compra, não há base para prometer preço menor ou ampliar estoque.

Oferta pressionada pode mudar de direção

A ABCS aponta sinais de recuperação do preço do suíno às vésperas do último trimestre e registra alta do milho e do farelo de soja, insumos da criação. Esses movimentos não permitem prever quanto o restaurante pagará nas próximas semanas, mas reduzem a segurança de uma decisão baseada somente na média de setembro até o dia 18.

Para compras recorrentes, vale registrar as cotações recebidas a cada semana e rever a margem dos pratos com maior consumo de proteína. A comparação entre fornecedores deve incluir bonificações, perdas e prazo de pagamento, para que uma oferta pontual não esconda aumento do custo total.

O que fazer com isso

  • Solicite preços atualizados de cortes suínos e de frango na mesma praça e para a mesma condição de entrega.
  • Calcule o custo por porção servida, usando o rendimento real medido na cozinha.
  • Teste um lote pequeno antes de substituir proteína ou alterar preço no cardápio.
  • Acompanhe as próximas cotações, pois a ABCS já identificou reação da carne suína no fim de setembro.

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Simples Nacional: novos prazos para restaurantes em 2027 https://donosderestaurante.com.br/custos/simples-nacional-novos-prazos-para-restaurantes-em-2027/ Tue, 29 Sep 2026 23:59:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/simples-nacional-novos-prazos-para-restaurantes-em-2027/ Restaurantes, bares, pizzarias e padarias ganharam mais tempo para duas decisões tributárias de 2027. A Resolução CGSN nº 194, publicada em 28 de setembro, mudou o calendário que antes terminava em 30 de setembro. Segundo o Ministério da Fazenda, o ingresso ou retorno ao Simples Nacional pode ser solicitado até 15 de outubro de 2026.

A outra data é 30 de outubro de 2026. Ela vale para a empresa optante do Simples que quiser apurar IBS e CBS pelo regime regular, fora do documento único de arrecadação, o DAS, no primeiro semestre de 2027. Também é o limite para regularizar pendências que tenham impedido um pedido de ingresso no Simples. São procedimentos diferentes, embora o mesmo restaurante possa precisar dos dois.

A mudança é nova e corrige a referência ao prazo de setembro que circulava desde abril. Ela altera o tempo disponível para reunir documentos, simular o efeito no caixa e formalizar a escolha. Não altera, por si só, a alíquota de um prato nem autoriza reajuste automático do cardápio.

Prazos do Simples Nacional: quem precisa agir até 15 de outubro

O dia 15 é para a microempresa ou empresa de pequeno porte que deseja entrar ou retornar ao Simples Nacional em 2027. A solicitação é feita no Portal do Simples Nacional e, se confirmada, produz efeitos em 1º de janeiro. Quem já está regularmente enquadrado não precisa pedir novo ingresso apenas porque a data mudou.

Se a solicitação for inicialmente indeferida por débitos ou outra pendência, a regularização vai até 30 de outubro. O Ministério da Fazenda ressalta que o prazo é fixo, independentemente do dia em que a empresa tome ciência do indeferimento. Deixar o pedido para 15 de outubro reduz o tempo para resolver um problema cadastral ou fiscal encontrado depois.

IBS e CBS fora do DAS: a decisão vai até 30 de outubro

Quem permanece no Simples pode escolher se IBS e CBS continuarão no recolhimento simplificado ou serão apurados pelo regime regular. A segunda opção, chamada de regime híbrido, exige controle próprio de débitos e créditos e vale de janeiro a junho de 2027. A escolha deve considerar a composição das vendas, as compras com crédito aproveitável, o custo contábil e o fluxo de caixa da operação.

Vender almoço para uma empresa ou atender eventos corporativos não define sozinho a melhor opção. Peça à contabilidade uma simulação com notas de compra e de venda reais, separando salão, delivery e contratos com pessoas jurídicas. Para restaurante que atende majoritariamente consumidor final, também é preciso verificar se o eventual crédito nas compras compensa a apuração adicional. A norma concede prazo para decidir, não um benefício igual para todas as casas.

O Ministério da Fazenda informa ainda que as opções poderão ser canceladas pelo contribuinte entre 3 de novembro e 20 de dezembro de 2026. Quem já havia organizado o calendário com cancelamento até 30 de novembro precisa atualizá-lo.

O que fazer com isso

  • Confira se a empresa já está no Simples ou se precisa solicitar ingresso ou retorno para 2027.
  • Consulte débitos e outras pendências antes do pedido, preservando tempo para regularização até 30 de outubro.
  • Simule com a contabilidade os dois modos de recolher IBS e CBS usando compras, vendas e custos reais da casa.
  • Atualize o calendário: 15 de outubro para ingresso, 30 de outubro para o regime regular e 20 de dezembro para o fim da janela de cancelamento.

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Alta do tomate chega a 20,76% e pede revisão da ficha técnica https://donosderestaurante.com.br/custos/alta-do-tomate-chega-a-20-76-e-pede-revisao-da-ficha-tecnica/ Mon, 28 Sep 2026 23:00:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/alta-do-tomate-chega-a-20-76-e-pede-revisao-da-ficha-tecnica/ O tomate ficou 20,76% mais caro no IPCA-15 de setembro, divulgado pelo IBGE em 25 de setembro. O arroz subiu 2,39% e as carnes, 1,30%. A alta do tomate chama a atenção de restaurantes, pizzarias e lanchonetes porque o ingrediente entra em molhos, saladas, sanduíches e pratos feitos, mas o índice não mede a nota de compra de cada cozinha.

A prévia registra preços pagos por consumidores entre 15 de agosto e 15 de setembro. Nesse período, a alimentação no domicílio avançou 0,38%, após dois meses de queda. Para o operador, o dado funciona como sinal para verificar compras recentes e rendimento do produto, não como autorização para subir o cardápio em 20,76%.

Alta do tomate: o que verificar nas compras

O primeiro passo é comparar notas do mesmo tipo de tomate, fornecedor, unidade de medida e qualidade. Preço por caixa pode esconder mudança no peso; preço por quilo pode esconder mais descarte por maturação ou avaria. Se a compra variar muito ao longo da semana, use o custo médio efetivamente pago no período e registre a data de cada cotação.

Na ficha técnica, separe peso recebido, peso aproveitado e quantidade usada por porção. Um molho que exige mais tomates para manter o volume final pode ficar mais caro mesmo quando o preço de compra estabiliza. Faça a conta por receita e por prato vendido. Assim, a casa descobre onde a oscilação aperta a margem e onde o ingrediente representa uma parcela pequena do custo.

O economista André Braz, do FGV Ibre, atribuiu a pressão do tomate à oferta menor após o frio retardar a maturação. Ele apontou sinais de recuo no atacado, segundo a Folha de S.Paulo. Essa leitura sugere acompanhar novas cotações antes de assumir que a alta permanecerá, sem contar com uma queda que ainda não apareceu nas faturas da operação.

Reajuste depende da margem de cada prato

Se a ficha técnica mostrar perda de margem, há mais de uma decisão possível. Vale negociar lotes menores, rever perdas no armazenamento, ajustar a produção de molho à demanda ou alterar a composição de uma promoção. Substituição de ingrediente pede teste de sabor, rendimento e aceitação. Reduzir porção sem atualizar a oferta ao cliente compromete a confiança e dificulta medir o resultado.

Também convém olhar os demais itens da receita. O mesmo IPCA-15 apontou alta de 2,39% no arroz e 1,30% nas carnes, enquanto feijão-carioca e cebola recuaram 6,33% e 4,41%, respectivamente. São variações de preços ao consumidor, não uma tabela de fornecedores para o restaurante. A decisão de preço deve partir do custo completo do prato, incluindo embalagem e taxa do canal quando houver delivery.

O que fazer com isso

  • Compare as três últimas notas de tomate por quilo e por variedade, anotando fornecedor e data.
  • Meça o rendimento real após limpeza e preparo para atualizar as fichas técnicas mais vendidas.
  • Calcule a margem dos pratos afetados antes de mexer no preço ou lançar promoção.
  • Acompanhe as próximas cotações e revise a decisão quando chegar uma nova compra.

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Hambúrguer menor: restaurante dos EUA corta 9% da carne https://donosderestaurante.com.br/custos/hamburguer-menor-restaurante-dos-eua-corta-9-da-carne/ Sun, 27 Sep 2026 23:00:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/hamburguer-menor-restaurante-dos-eua-corta-9-da-carne/ O Copper Club, restaurante de Chicago, nos Estados Unidos, reduziu a porção de carne de seu hambúrguer de 227 g para 205,5 g, corte de aproximadamente 9%. A casa acrescentou cebola frita e alface picada ao sanduíche. O caso, relatado pela Bloomberg Línea em 20 de setembro, mostra uma resposta concreta ao encarecimento da carne bovina naquele mercado.

O preço do hambúrguer ficou inicialmente em US$ 20 e depois subiu para US$ 21, segundo o proprietário ouvido pela reportagem. A sequência importa: mudar a receita não eliminou a pressão de custos. Para um operador brasileiro, o exemplo serve como método de análise, sem indicar que a mesma gramatura, preço ou economia funcionaria aqui.

O pano de fundo americano também pede cuidado. A National Restaurant Association informou que o índice de preços ao produtor para alimentos nos EUA caiu 0,1% em agosto, mas o grupo de carne bovina e vitela ainda estava 3,1% acima de agosto de 2025. A média dos alimentos, portanto, não descreve necessariamente o custo do ingrediente que mais pesa em cada prato.

Hambúrguer menor exige conta da receita inteira

Retirar 21,5 g de carne por unidade reduz o consumo desse insumo. Isso não equivale, por si só, a uma economia líquida de 9% no prato: cebola, alface, preparo, perdas e eventual mudança de queijo também entram na ficha técnica. O ganho depende do preço de compra e do rendimento real de cada ingrediente.

Antes de alterar o cardápio, vale montar duas fichas, uma para a receita atual e outra para a proposta, com pesos antes e depois do preparo. A comparação deve considerar custo por porção vendida, preço de venda e margem em reais. Se o produto é entregue, embalagem e perdas no transporte também fazem parte da decisão.

Porção, percepção de valor e risco de reclamação

No caso americano, a mudança foi acompanhada de ajustes de textura e apresentação. O proprietário afirmou à Bloomberg que mais clientes passaram a comprar o hambúrguer, mas a reportagem não traz uma série de vendas auditada nem isola o efeito da nova receita. O resultado declarado por uma casa não é previsão para outra.

Uma porção menor pode ser percebida como perda de valor, sobretudo se fotos, descrição ou promessa do cardápio continuarem sugerindo um produto maior. Um teste controlado permite observar peso entregue, devoluções, comentários e repetição de pedidos. O objetivo é verificar se a margem melhora sem transferir ao cliente uma experiência inferior à anunciada.

Cortes alternativos também precisam de ficha técnica

A Bloomberg relata que o Copper Club trocou o ribeye usado em outro prato por picanha. É uma escolha descrita para os EUA, onde a relação de preços entre cortes pode ser diferente da brasileira. Comparar apenas o preço por quilo de compra pode enganar: limpeza, perda no cozimento e tamanho da porção servida alteram o custo final.

Para qualquer substituição, a unidade útil é o custo do prato pronto. O operador pode testar um novo corte em poucas porções, medir rendimento e tempo de preparo e só então decidir se a troca preserva a qualidade prometida ao público.

O que fazer com isso

  • Pese a carne crua e o hambúrguer servido para identificar a porção real, inclusive a variação entre turnos.
  • Recalcule a ficha técnica com todos os ingredientes acrescentados e compare margem em reais por venda.
  • Teste a nova montagem em pequena escala e registre reclamações, devoluções e recompra.
  • Confirme o rendimento e o preço local de qualquer corte alternativo antes de mudar o cardápio.

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Preço do frango supera suíno no atacado e exige rever o cardápio https://donosderestaurante.com.br/custos/preco-do-frango-supera-suino-no-atacado-e-exige-rever/ Sat, 26 Sep 2026 23:30:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/preco-do-frango-supera-suino-no-atacado-e-exige-rever/ O preço médio do frango resfriado superou o da carcaça suína especial no atacado paulista na parcial de setembro. A inversão não ocorria desde junho de 2004 na série do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Para o restaurante que trata o frango como substituto automático de uma proteína mais cara, a mudança pede uma nova conta antes da próxima compra.

Em 24 de setembro, o frango resfriado marcou R$ 8,30 por quilo na Grande São Paulo, ante R$ 8,12 da carcaça suína especial, segundo indicadores Cepea/Esalq reproduzidos pelo Agro em Campo. O frango acumulava alta de 13,85% no mês; o suíno, de 11,08%. A comparação histórica diz respeito à média parcial de setembro, e esses dois valores são cotações de um único dia.

O Cepea atribui a valorização do frango à demanda interna maior, ao bom ritmo das exportações e à oferta doméstica mais ajustada. O indicador de frango resfriado recuou para R$ 8,28 por quilo em 25 de setembro, de acordo com o histórico de Notícias Agrícolas. A queda diária, por si só, não desfaz a alta acumulada nem prevê o preço da próxima entrega.

Preço do frango no atacado não é custo do filé

O indicador acompanha uma referência de atacado, não a nota fiscal do peito, da coxa ou de outro corte entregue à cozinha. A carcaça suína especial também não equivale ao preço de lombo, pernil ou cortes porcionados. Frete, especificação, volume, perdas no preparo e condições de pagamento mudam a comparação entre fornecedores.

Por isso, trocar frango por suíno apenas porque as curvas se cruzaram pode piorar o custo por porção. Uma compra mais barata por quilo pode render menos depois de retirar pele, osso e aparas, ou exigir mais tempo de preparo. O dado de mercado funciona como sinal para pedir novas cotações, não como autorização para alterar receitas às cegas.

A margem deve ser calculada por prato e por canal

Quem usa frango em pratos executivos, salgados, pizzas ou combos precisa atualizar a ficha técnica com o preço realmente pago e o rendimento medido na própria operação. Se a porção utiliza 150 gramas de carne aproveitável, o custo relevante é o do ingrediente pronto para uso, e não o preço de referência do frango inteiro no atacado.

Também vale separar salão e delivery. Embalagem, comissão e descontos podem fazer a mesma receita tolerar custos de proteína diferentes em cada canal. Antes de reajustar o preço ao cliente, simule a margem com a cotação vigente, confira o estoque comprado a preços anteriores e observe quais itens concentram o consumo de frango. A decisão pode ser renegociar a compra, rever uma promoção ou ajustar um item específico.

O que fazer com isso

  • Cote o mesmo corte e a mesma especificação com pelo menos dois fornecedores antes do próximo pedido.
  • Meça o rendimento após limpeza e preparo para comparar o custo por porção, inclusive com alternativas suínas.
  • Atualize as fichas técnicas dos itens com maior saída e calcule a margem separadamente no salão e no delivery.
  • Revise promoções que dependem de frango antes de estender sua validade ou ampliar o volume vendido.

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Energia elétrica no restaurante: IPCA-15 pede revisão da conta https://donosderestaurante.com.br/custos/energia-eletrica-no-restaurante-ipca-15-pede-revisao/ Sat, 26 Sep 2026 23:30:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/energia-eletrica-no-restaurante-ipca-15-pede-revisao/ A energia elétrica residencial subiu 7,42% no IPCA-15 de setembro, divulgado pelo IBGE em 25 de setembro. Foi o maior impacto individual na prévia da inflação, que avançou 0,70% no mês. O resultado coloca a conta de luz no radar de bares e restaurantes, que dependem de refrigeração, cocção e iluminação todos os dias.

Mas o percentual de 7,42% não é o reajuste da tarifa de uma cozinha comercial. O indicador mede preços pagos por famílias. Segundo o IBGE, a alta veio após a queda de 6,25% em agosto, quando havia bônus de Itaipu nas faturas residenciais. Para saber o efeito no caixa, cada estabelecimento precisa comparar suas próprias contas e o consumo em quilowatts-hora.

A alimentação fora do domicílio, por sua vez, subiu 0,44% no IPCA-15 de setembro. A distância entre esse índice e a variação residencial da energia não mede perda de margem dos restaurantes. Mostra apenas por que repassar um índice geral diretamente ao cardápio pode levar a uma decisão errada.

Energia elétrica no restaurante: qual número usar na conta

Separe nas duas últimas faturas o consumo em quilowatts-hora, o valor total, a tarifa, os tributos e eventuais cobranças adicionais. Compare também o número de dias faturados. Uma conta maior pode refletir mais consumo, mudança de tarifa ou ambos. Se as vendas cresceram, vale calcular o gasto de energia por pedido ou por real faturado para descobrir se a operação ficou de fato mais cara.

O período do IPCA-15 de setembro vai de 15 de agosto a 15 de setembro. A fatura do restaurante pode cobrir outras datas. Essa diferença importa antes de atribuir qualquer aumento ao dado divulgado pelo IBGE. A Abrasel chamou atenção para a pressão da energia sobre o setor, mas também destacou a dificuldade de transferir custos aos preços: em pesquisa feita em agosto, 36% dos estabelecimentos disseram não ter conseguido reajustar o cardápio nos 12 meses anteriores.

Onde o custo entra na ficha técnica e no preço

Energia não deve ser lançada como se todos os pratos a consumissem igualmente. Equipamentos ligados por muitas horas, como refrigeradores e freezers, compõem o custo fixo da operação. Fornos, fritadeiras elétricas e outros equipamentos usados conforme a produção podem variar com o volume e o tempo de preparo. Uma estimativa por família de produtos já ajuda a evitar um reajuste linear sem base.

Na prática, compare a margem de pratos e bebidas antes de mexer no preço. Se a conta de luz subiu, mas o consumo por pedido permaneceu estável, o aumento pode estar na tarifa; se o consumo cresceu mais que as vendas, revise uso de equipamentos, manutenção e horários. O IPCA-15 também registrou alta de 0,40% no grupo Alimentação e bebidas, mas esse índice de consumo das famílias não substitui as cotações dos fornecedores da casa.

O que fazer com isso

  • Confira as duas últimas faturas e separe preço da energia, consumo e período de leitura.
  • Calcule energia por pedido ou por faturamento e compare com o mesmo indicador do mês anterior.
  • Revise horários de uso, vedação e manutenção dos equipamentos que mais consomem.
  • Simule o efeito da despesa real na margem antes de alterar os preços do cardápio.

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Custo do brisket tira corte do cardápio de churrascaria no Texas https://donosderestaurante.com.br/custos/custo-do-brisket-tira-corte-do-cardapio-de-churrascaria/ Wed, 23 Sep 2026 23:59:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/custo-do-brisket-tira-corte-do-cardapio-de-churrascaria/ A Butter’s BBQ, churrascaria de Sinton, no Texas, anunciou em 20 de setembro que deixaria de servir brisket, corte bovino defumado que ajudou a tornar a casa conhecida. O motivo declarado foi a combinação de aumentos no preço da carne com queda nas vendas. Segundo a própria empresa, o brisket já consumia mais de 70% do total gasto em compras de alimentos.

O percentual foi reproduzido por veículos locais a partir da publicação da churrascaria nas redes sociais. Ele descreve a concentração das compras daquela operação, não a margem do prato nem uma média do setor. A casa afirmou que divulgará um novo cardápio. Até a apuração desta matéria, as reportagens consultadas não traziam o custo por porção nem a margem do brisket.

O episódio é uma referência internacional para restaurantes brasileiros que dependem de um único insumo caro ou de um prato emblemático. A decisão da Butter’s não indica que o mesmo corte ou a carne bovina tenham sofrido aumento equivalente no Brasil. O alerta operacional está na exposição do caixa quando um item absorve grande parte das compras e perde capacidade de sustentar o preço de venda.

Custo do brisket: compra alta não revela lucro baixo sozinha

Uma participação de 70% nas compras chama atenção, mas precisa ser lida ao lado da participação do produto nas vendas. Se o item também responde por parcela elevada do faturamento e tem boa margem de contribuição, sua concentração pode ser administrável. Se gira devagar, perde rendimento no preparo ou exige desconto para vender, o estoque caro pode comprometer o caixa antes de aparecer no fechamento do mês.

Na Butter’s, o problema relatado veio junto com menos vendas. A empresa disse estar a caminho de seu pior ano em volume de negócios, enquanto as compras continuavam encarecendo. Por isso, simplesmente repassar todo o aumento ao cliente não era uma saída que a casa considerou sustentável. O caso mostra por que a decisão de preço deve combinar custo de compra, rendimento, venda efetiva e reação do público.

Retirar um prato exige rever produção e comunicação

Brisket era parte da identidade da churrascaria, reconhecida em listas da revista Texas Monthly. Tirar um produto assim altera mais do que uma ficha técnica: muda compras, produção, exposição do cardápio e a expectativa de quem vai ao restaurante por aquele prato. A Butter’s avisou publicamente sobre a retirada e prometeu apresentar um novo menu, segundo as reportagens locais.

Para uma operação no Brasil, a alternativa não precisa ser a exclusão imediata. É possível testar porções menores com preço transparente, limitar dias de oferta, vender sob encomenda ou trocar o destaque do cardápio por itens com margem mais estável. Cada opção depende de dados próprios: vendas por dia, perdas, rendimento após preparo e quantidade mínima de compra. Sem essas contas, reduzir oferta pode cortar também um produto que atrai clientes para outros pedidos.

O que fazer com isso

  • Meça quanto cada insumo representa nas compras e quanto o prato correspondente representa nas vendas e na margem de contribuição.
  • Atualize a ficha técnica com preço recente, perdas de limpeza e rendimento depois do preparo, antes de reajustar o cardápio.
  • Teste oferta em dias definidos ou por encomenda quando a demanda for incerta e o estoque imobilizar caixa.
  • Comunique com clareza qualquer mudança de porção, preço ou disponibilidade de um prato que o público procura especificamente.

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Renovação do REPIS em Osasco vai até 30 de setembro https://donosderestaurante.com.br/custos/renovacao-do-repis-em-osasco-vai-ate-30-de-setembro/ Wed, 23 Sep 2026 23:00:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/renovacao-do-repis-em-osasco-vai-ate-30-de-setembro/ Restaurantes, bares, pizzarias e outros negócios de alimentação da base do SinHoRes Osasco têm até 30 de setembro de 2026 para renovar a adesão ao Regime Especial de Piso Salarial, Reajuste e Regramentos Diferenciados, o REPIS, ou pedir o primeiro enquadramento. O prazo foi confirmado pelo sindicato patronal e pelo Sinthoresp, sindicato dos trabalhadores.

Na convenção da região, o piso mensal de 2026 é de R$ 1.932 para empresas regularmente enquadradas no REPIS e de R$ 2.238,60 no piso normativo, segundo o Sinthoresp. A diferença de R$ 306,60 por empregado no piso mostra por que a certidão precisa entrar na conferência da folha, além de ser considerada nas contratações.

O aviso abrange Osasco, Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e Cajamar. É uma regra da convenção coletiva dessa base territorial, não um prazo nacional para todo restaurante brasileiro.

Renovação do REPIS exige aprovação formal

O formulário de adesão do SinHoRes inicia o contato com a entidade, mas seu envio não enquadra a empresa automaticamente. Segundo a página oficial, o regime só pode ser aplicado após aprovação formal e emissão da Certidão de Enquadramento. Quem protocola o pedido e já paga o piso menor antes da certidão corre risco de ter de quitar diferenças salariais e multas.

Isso também vale para quem utilizou o REPIS no período anterior: o enquadramento precisa ser renovado para 2026-2027. O sindicato informa que a janela para novos pedidos e renovações termina em 30 de setembro. Deixar a conferência apenas com o escritório contábil, sem verificar a certidão da unidade, pode fazer a operação planejar a folha com um piso que ainda não está autorizado.

Quem deve revisar a folha e o pedido

O SinHoRes informa que empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões podem solicitar o REPIS sem contrapartida adicional. Acima desse valor, o enquadramento depende da oferta de ao menos um dos benefícios previstos na convenção. O faturamento, por si só, não substitui o pedido nem a aprovação.

Há uma segunda conferência na folha. O reajuste salarial de 5% da categoria passou a valer em 1º de julho de 2026. Se o pagamento foi processado sem a atualização, o sindicato dos trabalhadores diz que as diferenças desde a data-base devem ser acertadas. Para o dono, a revisão deve separar o reajuste devido a todos da autorização específica para usar o piso REPIS.

O que fazer com isso

  • Confirme se cada unidade está na base territorial do SinHoRes Osasco e qual convenção coletiva se aplica aos empregados.
  • Localize a Certidão de Enquadramento vigente; se precisar renovar ou aderir, inicie o pedido antes de 30 de setembro.
  • Revise com a contabilidade os pisos, o reajuste desde julho e as diferenças eventualmente devidas, sem presumir aprovação pelo simples envio do formulário.
  • Provisione a folha pelo piso normativo enquanto não houver confirmação formal de que a unidade pode aplicar o REPIS.

Para aprofundar

Fontes

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Inflação da alimentação fora do lar sobe 5,99% em 12 meses https://donosderestaurante.com.br/custos/inflacao-da-alimentacao-fora-do-lar-sobe-5-99-em-12-meses/ Fri, 18 Sep 2026 23:50:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/inflacao-da-alimentacao-fora-do-lar-sobe-5-99-em-12-meses/ O IPCA de agosto, divulgado pelo IBGE em 11 de setembro, registrou deflação de 0,32%, e a inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,22%. A alimentação no domicílio caiu 0,61% no mês, puxada por batata (queda de 19,89%), cenoura (11,22%), cebola (11,07%) e tomate (10,94%).

Na contramão, a alimentação fora do domicílio subiu 0,36% em agosto. O lanche avançou 0,62% e a refeição, 0,18%. Em 12 meses, comer fora acumula alta de 5,99%, contra 3,62% do grupo Alimentação e bebidas como um todo. É a linha que mais sobe na cesta alimentar do brasileiro.

O dado ganhou destaque num artigo publicado nesta semana pelo presidente da Consuma Gastronomia, empresa de refeições coletivas, que liga o preço do prato à queda no poder de compra do vale-refeição e, por consequência, à qualidade do que o trabalhador consegue comer no almoço.

Por que a inflação da alimentação fora do lar descola da feira

Preço de restaurante não acompanha o hortifrúti na mesma velocidade. No cardápio pesam mão de obra, aluguel, energia, gás e embalagem, custos que não caíram junto com a batata. E os insumos que mais contam na ficha técnica de muita casa andaram para o outro lado: em agosto, o leite longa vida subiu 1,78% e as carnes, 0,61%.

Há ainda o efeito de repasse atrasado. Quem segurou preço durante o pico de custos do primeiro semestre ajustou o cardápio depois, e esse ajuste aparece no índice agora, quando parte dos ingredientes já barateou.

O cliente do almoço está com menos fôlego

O outro lado da conta está no bolso de quem come fora. Levantamento da Pluxee divulgado em julho mostra que a refeição média chegou a R$ 44,69 em 2026, alta de 4,3%, enquanto o valor médio do benefício creditado pelas empresas subiu só 1,5%, para R$ 583,75. Resultado: o vale-refeição cobre, em média, nove dias úteis por mês, 4,4% menos que no ano passado.

Na prática, a partir da segunda semana o cliente do almoço executivo passa a pagar do próprio bolso. Ele não some, mas troca: busca prato mais barato, divide, leva marmita ou migra para o lanche. Não por acaso, o lanche subiu mais que a refeição no IPCA de agosto, sinal de demanda aquecida nesse formato.

Margem que existe agora pode sumir em dois meses

A combinação de preço de venda em alta e parte dos insumos em queda abre uma janela de margem para quem trabalha com muito hortifrúti. Mas a janela é estreita. Leite e carnes seguem pressionados, e a queda de verduras e legumes é sazonal. Quem usar o alívio de agosto para justificar reajuste amplo no cardápio corre o risco de afastar justamente o cliente que já está contando os dias do vale.

O caminho mais seguro é usar a folga para proteger o volume, não para aumentar preço de tudo.

O que fazer com isso

  • Refaça a ficha técnica dos pratos com mais hortifrúti usando os preços de setembro, e veja quanto de margem a queda de batata, tomate, cebola e cenoura liberou de fato.
  • Separe no cardápio os itens que dependem de leite, queijo e carne, e só reajuste esses se o custo novo estiver confirmado na nota do fornecedor.
  • Monte uma opção de almoço abaixo da média de R$ 44,69 para segurar o cliente de vale-refeição na segunda metade do mês.
  • Acompanhe a venda de lanche contra a de refeição nas próximas semanas: se o lanche crescer, vale reforçar esse formato no horário do almoço.

Para aprofundar

Fontes

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