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Donos de Restaurante Domingo, 20 de setembro de 2026

Mercado

Franquias de alimentação crescem 13,7% e miram o Centro-Oeste

Segmento cresce acima da média do franchising, e a região já soma R$ 14,9 bilhões no semestre com as redes de olho nas cidades médias

Franquias de alimentação crescem 13,7% e miram o Centro-Oeste, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

As franquias de alimentação faturaram 13,7% a mais no segundo trimestre de 2026 do que no mesmo período de 2025, segundo a pesquisa trimestral da Associação Brasileira de Franchising (ABF). É bem acima da média de todos os segmentos do franchising, que ficou em 9,3%. O setor inteiro movimentou R$ 76,3 bilhões no trimestre e R$ 149 bilhões no primeiro semestre, com 207,2 mil operações em funcionamento no país.

No Centro-Oeste a conta sobe mais rápido. A região faturou mais de R$ 14,9 bilhões no primeiro semestre, alta de 19,9%, e chegou a 19.234 operações, 4,5% a mais que um ano antes. Só Goiás respondeu por mais de R$ 5 bilhões, com crescimento de 11,9% e 6.578 unidades abertas. Foi esse retrato que a ABF levou a cerca de 40 empresários, franqueadores e franqueados em uma reunião regional em Goiânia, divulgada no dia 15 de setembro.

Para quem toca uma casa independente, isso não é notícia de associação. É a previsão de quantos concorrentes com marca pronta, cardápio testado e verba de mídia vão abrir perto da sua porta nos próximos meses.

Por que a franquia cresce mais que a média do setor

A ABF aponta três motores da alimentação fora do lar no período: procura por conveniência, preço competitivo e refeição prática para o dia a dia. Nenhum deles depende de comida melhor. Dependem de operação que entrega o mesmo prato, no mesmo tempo, pelo mesmo preço, todo dia.

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Os casos citados pelas próprias redes mostram onde está o ganho. A Água Doce afirma tirar 30% do faturamento do delivery, com alta de 6% nos pedidos. O Divino Fogão abriu 12 operações no primeiro semestre, chegou a 260 pontos e diz ter crescido 22% no período, servindo cerca de 100 mil refeições por mês.

Onde a expansão vai bater primeiro

O diretor regional da ABF no Centro-Oeste, Eduardo Santinoni, resume o vetor da vez: as redes estão olhando com mais atenção para cidades médias. Isso significa disputa por ponto, por mão de obra treinada e por horário de pico em praças que até aqui eram território de operações locais, longe dos grandes shoppings de capital.

Quem for renovar aluguel em rua comercial de cidade média tende a sentir isso na proposta do proprietário antes de sentir na fila do concorrente.

O que a alta das franquias de alimentação no Centro-Oeste muda no seu bairro

Muda a régua do cliente. Uma pesquisa citada na cobertura do setor indica que 53% das redes já mexeram no cardápio por causa da mudança de apetite do consumidor, com 52% incluindo opções saudáveis, 48% oferecendo alternativas leves e 36% destacando pratos proteicos. Quando a rede da esquina padroniza isso, o cliente passa a cobrar o mesmo da casa independente.

E muda a régua do preço. Rede com compra centralizada absorve alta de insumo melhor do que casa sozinha. A defesa do independente costuma estar no que a franquia não copia rápido: prato assinado, relação com o cliente, ajuste de cardápio na semana em que o insumo muda de preço.

O que fazer com isso

  • Mapeie os pontos vagos e as obras no raio de 1 km da sua casa: é ali que a rede entra e o aluguel sobe antes do concorrente abrir.
  • Compare seu ticket e seu tempo de entrega com os da franquia mais próxima, usando o aplicativo de delivery como termômetro semanal.
  • Escolha dois ou três pratos que ninguém copia e suba-os para o topo do cardápio digital, em vez de disputar o combo padronizado.
  • Revise o aluguel com antecedência se a casa fica em cidade média do Centro-Oeste, onde a pressão de expansão é maior agora.

Para aprofundar

Fontes

T
Tomás Ferraz · editor de Mercado
· atualizada em 20 de setembro

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