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Donos de Restaurante Sábado, 19 de setembro de 2026

Equipamentos

Fogo em fritadeira: o extintor classe K que falta na sua cozinha

Óleo de fritadeira elétrica subiu para o forro e a coifa de um restaurante em Rio do Sul, e o pó químico que apagou o fogo não é o agente que a gordura quente pede.

Fogo em fritadeira: o extintor classe K que falta na sua cozinha, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

O Corpo de Bombeiros Militar foi chamado por volta das 17h de sexta-feira, 11 de setembro, a um restaurante na Alameda Aristiliano Ramos, no Centro de Rio do Sul, em Santa Catarina. O fogo começou dentro de uma fritadeira elétrica, depois que o óleo do equipamento entrou em combustão, e as chamas alcançaram parte do forro e a coifa instalada logo acima. Ninguém se feriu.

Antes da chegada da guarnição, pessoas que passavam na rua entraram por uma janela lateral e atacaram o fogo com extintores de pó químico. Os bombeiros desligaram os disjuntores, eliminaram as chamas que restavam na fritadeira e cobriram o equipamento para impedir que o fogo recomeçasse. O dono foi orientado a aguardar a perícia.

É esse último gesto que interessa a quem opera cozinha: óleo quente volta a queimar sozinho depois de apagado. O agente que evita isso é o extintor classe K, de acetato de potássio, e ele tem preço de equipamento, não de acessório: a versão de 6 litros sai por R$ 1.890,50 no Pix na Ecomfire e por R$ 3.013,84 à vista na Megathor, conforme os sites das duas lojas em 15 de setembro.

Por que o extintor classe K para fritadeira faz o que o pó ABC não faz

O pó químico ABC abafa a chama, mas não baixa a temperatura da gordura. Se a massa de óleo continua acima do ponto de ignição, ela reacende assim que a nuvem de pó assenta. O agente classe K funciona por saponificação: ao tocar o óleo, forma uma manta de espuma que sela a superfície e resfria o líquido ao mesmo tempo.

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A distância entre operar e queimar é menor do que parece. Uma fritura normal roda entre 170 °C e 190 °C. Termostato travado, sensor sujo ou cuba operando quase vazia empurram o óleo para bem acima disso sem que ninguém perceba, porque a leitura no painel continua igual.

O extintor portátil classe K tem manutenção periódica, com prazo de três anos para o equipamento portátil e cinco anos para o sistema fixo instalado sobre a coifa. Extintor vencido no gancho é despesa paga sem proteção nenhuma.

A coifa é a segunda frente do incêndio

Em Rio do Sul, o fogo não ficou na cuba: subiu para o forro e para a coifa. Essa é a rota clássica. Filtro e duto acumulam gordura condensada, e essa camada é combustível de primeira qualidade, com a vantagem, para o fogo, de correr por dentro da estrutura, longe do extintor.

A ABNT NBR 14518, que trata de sistemas de ventilação para cozinhas profissionais, exige filtros metálicos removíveis e laváveis nas coifas que servem blocos de cocção com emissão de vapores gordurosos, e determina rotinas de inspeção e limpeza com periodicidade compatível com o regime de uso da cozinha. Casa que fritura o dia inteiro não tem o mesmo calendário de uma que grelha.

O que fazer com isso

  • Instale um extintor classe K ao alcance da fritadeira, sem tirar o ABC e o CO2 de onde já estão. Cada um apaga uma coisa.
  • Meça a temperatura real do óleo com termômetro de haste, e não pelo painel, uma vez por semana em cada fritadeira.
  • Marque na agenda a limpeza de filtro e duto por frequência de fritura, com registro de quem fez e quando.
  • Guarde nota de recarga do extintor e laudo de limpeza do duto: é o que sustenta a conversa com seguradora e perícia.

Para aprofundar

Fontes

D
Diogo Martins · editor de Equipamentos
· atualizada em 16 de setembro

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