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Donos de Restaurante Sábado, 19 de setembro de 2026

Equipamentos

Revenue management para restaurantes ganha vitrine na Equipotel

Feira de 15 a 18 de setembro em São Paulo amplia a área de food service e leva sistemas de precificação por demanda que a hotelaria usa há duas décadas.

Revenue management para restaurantes ganha vitrine na Equipotel, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

A Equipotel 2026 acontece de 15 a 18 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, com cerca de 480 marcas expositoras, 10% delas internacionais, e expectativa de mais de 22 mil visitantes nos quatro dias. A área de exposição cresceu 15% sobre a edição anterior, e parte desse espaço foi para food service, com nomes como Nestlé, Vigor, MBRF, Amiste Café e Meu Copo Eco.

Entre as empresas de tecnologia reunidas no estande da HSMAI está a RMView, que vende sistema de revenue management, ou gestão de receita: previsão de demanda, sugestão de preço e automação de contas como o cálculo de displacement de grupos e a visualização de tarifas derivadas. A empresa atende hotéis e exige integração com PMS, então não é software para a sua casa. O que interessa a quem opera bar, pizzaria ou lanchonete é o método, não a licença.

O que é revenue management para restaurantes

A hotelaria parte de um princípio simples: o quarto vazio de hoje não pode ser vendido amanhã. Mesa vazia às 19h de terça também não. A adaptação da ideia ao salão tem até métrica própria, o RevPASH, receita por assento disponível por hora, que se calcula dividindo o faturamento do período pelo número de lugares multiplicado pelas horas abertas.

A diferença para o controle que a maioria já faz é grande. Ticket médio e número de pessoas não mostram o buraco: uma casa pode ter ticket alto e RevPASH baixo porque a mesa fica ocupada tempo demais ou porque abriu quatro horas sem movimento. As duas alavancas que a literatura de Cornell aponta são preço e duração da refeição, e as duas estão sob o seu controle sem comprar nada.

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O que a feira sinaliza para o food service

O movimento não é modismo de fornecedor. A Equipotel projeta o mercado de food service saindo de US$ 18,5 bilhões em 2026 para US$ 26,2 bilhões em 2031, alta de 42%, com base em dados da Mordor Intelligence. Fornecedor que enxerga esse tamanho vai empacotar precificação dinâmica e previsão de demanda como produto, e o preço dessa camada tende a subir depois que ela vira padrão.

Quem tem PDV e delivery já gera o dado bruto necessário: horário do pedido, tempo de permanência, itens por comanda, dia da semana. Antes de assinar mais uma mensalidade, vale medir com o que existe. A feira é gratuita para profissionais do setor, com credenciamento antecipado online, e serve de termômetro do que os concorrentes vão comprar no ano que vem.

O que fazer com isso

  • Calcule o RevPASH da sua casa nos últimos 30 dias por faixa de horário, dividindo o faturamento pelo total de lugares vezes as horas abertas. O resultado costuma condenar um turno inteiro.
  • Ataque primeiro a faixa de menor RevPASH com preço, não com propaganda: menu executivo, combo de horário morto ou taxa de entrega reduzida fora do pico.
  • Meça o tempo médio de ocupação da mesa antes de mexer no cardápio. Girar a mesa dez minutos mais rápido no sábado costuma valer mais que subir preço.
  • Credencie-se de graça para a Equipotel, de 15 a 18 de setembro, se a sua compra do semestre for equipamento, tecnologia ou serviço de sala.

Para aprofundar

Fontes

D
Diogo Martins · editor de Equipamentos
· atualizada em 15 de setembro

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