Incêndio em fritadeira elétrica atinge restaurante e custa R$ 20 mil
Fogo começou na cozinha de um restaurante de São Miguel do Oeste (SC) e foi contido com extintores. É o segundo caso com o mesmo equipamento em uma semana.
Uma fritadeira elétrica deu início a um incêndio na cozinha de um restaurante no Centro de São Miguel do Oeste, no oeste de Santa Catarina, por volta das 13h do dia 15 de agosto. O Corpo de Bombeiros estimou o prejuízo em cerca de R$ 20 mil, entre danos à edificação e mantimentos. Ninguém se feriu.
O detalhe que muda a conta: segundo os bombeiros, aproximadamente R$ 4 milhões em bens foram preservados porque o fogo foi atacado cedo. Um sargento da corporação que estava de folga percebeu a fumaça e fez o primeiro combate com extintores antes da chegada das equipes, que finalizaram o serviço com dois extintores de pó químico seco de quatro quilos. Ainda assim, as chamas alcançaram um aparelho de ar-condicionado, e o prédio precisou ser isolado, com a energia cortada.
Não foi caso isolado. Uma semana depois, em 22 de agosto, outra fritadeira elétrica incendiou uma lanchonete no Centro de Juiz de Fora (MG). Lá, o equipamento foi esquecido ligado após o fechamento e o fogo derreteu partes de um micro-ondas com a loja vazia. Dois episódios em sete dias, nos dois casos sem sistema automático de combate, contidos por extintor e sorte.
Por que a fritadeira elétrica é foco de incêndio no restaurante
A fritadeira elétrica combina os dois ingredientes de um incêndio de cozinha: resistência de alta potência e litros de óleo. Se o termostato falha ou o equipamento fica ligado sem supervisão, o óleo passa da temperatura de trabalho e pode se autoinflamar, sem precisar de faísca. Em São Miguel do Oeste, a perícia ainda vai confirmar a origem exata; em Juiz de Fora, a causa apontada foi o esquecimento do equipamento ligado.
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O agravante é que muita operação trata a fritadeira elétrica como eletrodoméstico, e não como equipamento de produção. Ela raramente entra no plano de manutenção preventiva que forno e câmara fria já têm, e é justamente o termostato desgastado que ninguém testa.
A diferença entre R$ 20 mil e perder a casa
O caso catarinense mostra o tamanho da alavanca: R$ 20 mil de dano contra R$ 4 milhões preservados. A variável não foi o equipamento, foi a velocidade da resposta com extintor. Vale lembrar a regra básica que salva vidas: fogo em óleo nunca se apaga com água, que espalha o óleo inflamado. O combate é por abafamento, com extintor adequado ou manta, como fizeram os bombeiros em ocorrência semelhante numa padaria da mesma cidade.
Para quem opera, a pergunta não é se o extintor existe para a vistoria, e sim se ele está a poucos passos da fritadeira, dentro da validade, e se a equipe do turno sabe usá-lo com a loja cheia.
O que fazer com isso
- Inclua o desligamento de fritadeiras e chapas no checklist escrito de fechamento, com responsável nomeado por turno.
- Teste o termostato e a chave de segurança das fritadeiras na manutenção preventiva mensal, e aposente equipamento que oscila temperatura.
- Posicione um extintor compatível com fogo em óleo perto da área de fritura e treine a equipe: abafar, nunca jogar água.
- Confira se a sua apólice de seguro cobre incêndio iniciado em equipamento elétrico e o que ela exige de manutenção documentada.
Para aprofundar
- Fritadeira elétrica causa incêndio em restaurante de Juiz de Fora
- Incêndio em fritadeira de restaurante: mais um caso em 3 semanas
- Quatro incêndios em fritadeira em 2026, e o que se repete
Fontes
ClicRDC · Peperi · Acessa.com
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