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Donos de Restaurante Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Mercado

Integração do vale-refeição vence dia 7: teste a maquininha

Prazo para aceitar cartões de diferentes bandeiras se aproxima, mas a Abrasel relata sistemas ainda sem integração completa.

Integração do vale-refeição vence dia 7: teste a maquininha, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

As operadoras de vale-refeição e vale-alimentação têm até 7 de novembro para concluir a integração das redes de aceitação. A data resulta dos 360 dias previstos no Decreto 12.712/2025, publicado em 12 de novembro do ano passado. Para restaurantes e lanchonetes, a mudança deve permitir que um cartão de outra bandeira passe na maquininha habilitada para receber o benefício.

O prazo, porém, não garante que todas as transações funcionarão no primeiro dia. Em nota publicada em 28 de outubro, a Abrasel afirmou que empresas de benefícios consultadas pela entidade ainda não tinham sistemas integrados. A associação também relatou operações processadas como débito ou crédito, em vez de vale. A consequência prática é uma venda recusada no balcão ou uma taxa diferente da esperada no fechamento do caixa.

Integração do vale-refeição pede teste em cada equipamento

A obrigação de integrar os sistemas recai sobre operadoras e credenciadoras, segundo a Abrasel. A entidade diz que o estabelecimento não precisa trocar de maquininha por causa da regra. Mesmo assim, quem aceita vale deve confirmar com a credenciadora quais equipamentos e modalidades estão habilitados e fazer transações de teste com cartões de bandeiras diferentes, se tiver acesso a eles.

Registre data, bandeira, valor, mensagem exibida e comprovante de cada tentativa. Se houver recusa, abra chamado com a credenciadora antes de orientar a equipe a prometer aceitação irrestrita. Vale-refeição continua destinado a refeições; a integração da rede não transforma vale-alimentação em pagamento livre para qualquer produto.

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Confira a modalidade e a taxa lançadas no extrato

O decreto fixou, para as transações cobertas por suas regras, teto de 3,6% para a taxa de desconto cobrada do estabelecimento e repasse em até 15 dias corridos. O Ministério do Trabalho e Emprego afirma que as regras também alcançam empresas que concedem auxílio fora do PAT. A Abrasel discorda dessa interpretação para parte do auxílio-alimentação e relata taxas de 6% a 7%. Há, portanto, disputa sobre o alcance do teto, além de possíveis diferenças por decisões judiciais específicas.

Uma simulação mostra por que a classificação da venda importa: em R$ 100 recebidos, 3,6% representam R$ 3,60 de taxa; 6% representam R$ 6. A diferença de R$ 2,40 por transação precisa aparecer na conciliação, e não ser presumida como economia já realizada. Separe no relatório as vendas por vale, débito e crédito e compare cada lançamento com o contrato da credenciadora. Se a cobrança divergir, peça explicação por escrito. Para avaliar o efeito da taxa no preço, use a calculadora de preço de venda.

O que fazer com isso

  • Confirme com a credenciadora quais máquinas estão habilitadas para vale-refeição e vale-alimentação.
  • Teste cartões de bandeiras diferentes e guarde comprovantes de aprovações e recusas.
  • Concilie modalidade, taxa e prazo de repasse de cada venda no extrato.
  • Oriente a equipe a oferecer outro meio de pagamento se o cartão falhar, sem atribuir a recusa ao cliente.

Para aprofundar

Fontes

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