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Donos de Restaurante Sábado, 10 de outubro de 2026

Mercado

Prática leva fornos rápidos à feira de conveniência nos EUA

Fabricante brasileira expõe equipamentos na NACS Show; o avanço da comida pronta nas lojas americanas oferece um teste de processo para restaurantes.

Shake Shack no Brasil prevê 40 restaurantes até 2036, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

A fabricante brasileira Prática participa da NACS Show, feira de lojas de conveniência realizada de 7 a 9 de outubro em Las Vegas, com sua linha de fornos de preparo rápido. Segundo a Rede Food Service, a empresa programou demonstrações dos equipamentos durante o evento. A organização da feira confirma as datas da exposição.

O contexto explica a escolha do público: nos Estados Unidos, o foodservice respondeu por 28,5% das vendas internas das lojas de conveniência em 2025 e por 38,9% do lucro bruto gerado dentro delas, segundo a associação setorial NACS. São dados do mercado americano, obtidos de empresas que representam mais de 35 mil lojas. Não medem a demanda brasileira nem o desempenho dos fornos da Prática.

Para restaurantes, padarias e lanchonetes, o sinal operacional é a disputa por refeições prontas em pontos com pouco espaço e atendimento rápido. A decisão de compra de um forno, porém, depende do próprio cardápio, do volume por turno e do custo por pedido, não da participação do fabricante em uma feira.

Fornos rápidos precisam passar pelo teste do pico

A Prática apresenta os fornos como solução para preparar ou finalizar alimentos com velocidade e padrão em operações compactas. A notícia não informa modelo, capacidade, tempo de preparo por produto ou preço dos equipamentos expostos. Sem essas medidas, não há base para prometer ganho de produtividade a uma cozinha específica.

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O teste relevante é reproduzir o horário de maior movimento. Escolha os itens mais vendidos, registre quantas porções saem em sequência e meça o tempo entre pedido e entrega. Observe também textura, temperatura e fila de montagem. Se o forno acelera a cocção mas a equipe espera embalagem, recheio ou pagamento, o gargalo apenas muda de lugar.

O espaço e a energia entram na conta

Um equipamento compacto pode interessar a quem precisa ampliar a oferta de comida quente sem instalar uma cozinha maior. Isso exige verificar dimensões, ventilação, potência elétrica, limpeza e assistência técnica do modelo concreto antes de fechar negócio. A reportagem sobre a feira não traz essas especificações, portanto elas precisam ser solicitadas ao fornecedor.

Faça a conta com o ciclo completo: investimento, instalação, consumo de energia, manutenção, treinamento e perdas de produto. Compare esse total com a capacidade adicional vendável nos turnos de pico. Para uma padaria ou loja pequena, liberar espaço e reduzir etapas pode ter valor; para outra operação, um equipamento novo pode ficar ocioso fora dos horários fortes.

A referência americana não é previsão para o Brasil

Na pesquisa da NACS, comida preparada, como pizza, frango e sanduíches, representou 73,9% das vendas de foodservice nas lojas participantes. O dado mostra por que fornecedores de cozinha profissional olham para esse canal nos EUA. Não demonstra que lojas de conveniência brasileiras terão a mesma composição de vendas, nem que restaurantes locais perderão clientes.

O aprendizado para o operador é mais restrito e verificável: refeições rápidas precisam manter qualidade, velocidade e custo sob pressão de espaço e mão de obra. Vale medir esses três pontos antes de ampliar cardápio ou comprar tecnologia para acompanhá-lo.

O que fazer com isso

  • Cronometre os itens mais vendidos em um turno de pico, do pedido à entrega.
  • Peça ao fornecedor demonstração com seus produtos e ficha técnica do modelo oferecido.
  • Calcule custo por porção com instalação, energia, manutenção e perdas incluídas.
  • Compare o ganho no tempo total do pedido, incluindo montagem e embalagem.

Para aprofundar

Fontes

T
Tomás Ferraz · editor de Mercado
· atualizada em 10 de outubro

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