Recipientes térmicos para buffet chegam a 50 litros na Equipotel
Di Pratos apresentou cinco capacidades e réchauds com freio; a escolha depende do volume servido e do controle da temperatura do alimento.
A Di Pratos apresentou na Equipotel 2026 uma linha de recipientes térmicos em aço inox 304 voltada a eventos e serviços de alimentação. Segundo a Revista Hotéis, os modelos têm capacidades de 10, 20, 22, 36 e 50 litros. A feira ocorreu de 15 a 18 de setembro, em São Paulo, e a novidade foi divulgada em 19 de setembro.
Para restaurantes com buffet, catering ou serviço fora da loja, a variedade de tamanhos abre uma pergunta prática: quanto alimento realmente precisa ficar disponível de cada vez? Comprar pelo maior volume pode ocupar espaço e dificultar a reposição em lotes menores. A capacidade anunciada, porém, não informa por si só quantas porções cabem nem por quanto tempo o alimento permanecerá na temperatura adequada.
A empresa também exibiu réchauds de linha premium com sistema de freio. A reportagem da feira não informa preço, dimensões, fonte de aquecimento, tempo de conservação térmica ou resultados de testes. Esses dados precisam entrar na cotação antes de qualquer decisão de compra.
Recipientes térmicos para buffet: capacidade não basta
O primeiro passo é comparar a demanda por turno com a frequência possível de reposição. Um recipiente de 50 litros pode fazer sentido em uma operação de alto volume ou em evento com produção centralizada. Para um balcão menor, os modelos de 10 ou 20 litros podem permitir trocas mais frequentes e reduzir o tempo de exposição. Isso é um critério de dimensionamento, não uma promessa de economia ou segurança do produto apresentado.
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Peça ao fornecedor as medidas externas, o peso cheio, o modo de fechamento, a facilidade de desmontagem e limpeza e a indicação exata de uso com alimentos quentes ou frios. Confirme também se o recipiente é apenas isolado ou se precisa de uma fonte ativa de aquecimento ou refrigeração. O material em inox 304 é uma especificação divulgada para a linha, mas não substitui o teste da temperatura do alimento durante o serviço.
Réchaud com freio exige teste no balcão
Nos réchauds, o freio anunciado pode ajudar a controlar o movimento da tampa ou do conjunto, mas a fonte consultada não descreve o mecanismo. Antes de fechar pedido, vale observar uma demonstração com a equipe que monta e repõe o buffet: abertura, estabilidade, acesso à cuba, limpeza e espaço necessário entre as peças. Também é preciso verificar consumo, peças de reposição e assistência, informações que não vieram na apresentação da feira.
A regra sanitária continua sendo a medida decisiva. A Anvisa orienta que alimentos preparados conservados a quente fiquem acima de 60 °C por, no máximo, seis horas. Por isso, a seleção de qualquer recipiente ou réchaud deve prever medição da temperatura no próprio alimento e registro durante a distribuição. Capacidade ou aparência não comprovam que o conjunto manterá esse limite em uma operação real.
O que fazer com isso
- Meça o volume servido por item e por turno antes de escolher entre 10 e 50 litros.
- Peça ficha técnica, preço, dimensões, modo de aquecimento e condições de assistência para cada modelo cotado.
- Teste a montagem, a reposição e a limpeza do réchaud com a equipe que opera o buffet.
- Registre a temperatura do alimento durante o serviço e ajuste a reposição se o limite sanitário não for mantido.
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Fontes
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