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Donos de Restaurante Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Mercado

Loja modelo da Subway testa processos antes de escalar

Zamp passa a operar diretamente uma unidade em São Paulo para experimentar totens, layout e cardápio na rotina real do restaurante.

Loja modelo da Subway testa processos antes de escalar, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

A Subway abriu sua primeira loja modelo operada diretamente pela Zamp no Brasil. A unidade fica no Cantareira Norte Shopping, na zona norte de São Paulo, e foi apresentada nesta quarta-feira, 7 de outubro, como espaço para testar tecnologias, disposição da loja, campanhas e novidades de cardápio antes de uma possível implantação entre franqueados.

O contraste ajuda a entender o movimento: ao fim de junho, a rede tinha 1.466 restaurantes no país, todos franqueados, conforme o relatório trimestral da Zamp. A abertura cria uma operação própria em que a empresa pode acompanhar o trabalho diário do balcão ao pedido digital. O número de junho é uma fotografia da rede naquela data, não uma contagem atualizada após a inauguração.

O que a loja modelo da Subway pretende medir

A nova unidade tem totens nos quais o cliente faz o pedido e personaliza o sanduíche. Segundo a apresentação da empresa, a loja servirá para observar processos e avaliar soluções antes de estendê-las aos franqueados. Isso inclui a relação entre a tela, a montagem do pedido e o atendimento presencial, etapas que precisam funcionar juntas no horário de maior movimento.

Para quem opera uma casa independente, a aplicação prática é testar mudanças em pequena escala. Um totem pode reduzir uma fila no caixa, mas também concentrar pedidos na cozinha. Um item novo pode vender bem e ainda assim alongar o preparo ou exigir mais estoque. Medir apenas o volume de pedidos deixa essas consequências fora da decisão.

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Franqueador assume a rotina antes de propor mudanças

O presidente da Subway, Ricardo Camiz, disse que operar uma loja permite à empresa vivenciar dificuldades enfrentadas pelos franqueados. A proposta declarada é usar esse aprendizado para ajustar a rede. A abertura, porém, não comprova que os totens ou o novo layout já elevaram vendas, reduziram custos ou melhoraram a produtividade. A empresa não divulgou resultados desse teste nem um cronograma de adoção nacional ligado à unidade.

O cuidado vale para qualquer rede que pretenda padronizar uma novidade. Antes de replicar a solução, é preciso separar o efeito do equipamento do efeito do ponto comercial, da equipe e do horário. Uma operação em shopping pode ter fluxo e perfil de pedido diferentes dos de uma loja de rua. O piloto ganha valor quando registra essas diferenças e permite corrigir o processo antes de multiplicá-lo.

O que fazer com isso

  • Escolha uma mudança por vez, como um novo canal de pedido ou um item de cardápio, e defina o resultado esperado antes do teste.
  • Registre tempo de espera, erros de pedido, tempo de preparo e desperdício por faixa horária durante o piloto.
  • Compare os dados com dias e horários equivalentes da operação anterior, considerando movimento e equipe disponível.
  • Decida sobre a expansão somente após verificar se o ganho no atendimento não criou gargalo na produção ou custo adicional sem retorno.

Para aprofundar

Fontes

T
Tomás Ferraz · editor de Mercado
· atualizada em 8 de outubro

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