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Donos de Restaurante Sábado, 10 de outubro de 2026

Equipamentos

Patroni usa forno combinado em nova unidade; o que avaliar

Reabertura em São Gonçalo combina autosserviço e produção em forno combinado, mas a rede não informa modelo, preço nem desempenho medido.

Patroni usa forno combinado em nova unidade; o que avaliar, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

A Patroni anunciou a volta de sua unidade no Shopping Pátio Alcântara, em São Gonçalo (RJ), com serviço de autosserviço e preparo dos alimentos em forno combinado. A informação foi publicada em 24 de setembro por O Gonçalense e também consta em notícia do Conecta Leste. Para quem equipa uma cozinha, o caso põe uma pergunta prática: o forno escolhido consegue atender o cardápio e o pico de reposição do balcão?

O anúncio não informa marca, modelo, valor de compra, número de refeições produzidas nem data exata da reabertura. Como referência de escala, um modelo iCombi Pro 6-1/1 da fabricante Rational comporta 6 cubas GN 1/1. Esse dado descreve um equipamento disponível no mercado, não o forno instalado pela Patroni. Capacidade nominal tampouco equivale, sozinha, ao número de pratos entregues por hora.

Forno combinado pede teste com o cardápio real

O forno combinado reúne modos de ar quente e vapor, com controle de temperatura e umidade. Isso permite programar cocções diferentes e padronizar lotes, mas o ganho depende do alimento, da carga, do tempo de preparo e da sequência de produção. A afirmação de que a nova unidade preparará toda a alimentação no equipamento é da divulgação da operação; não há medição pública de economia de óleo ou aumento de velocidade.

Num balcão de autosserviço, a decisão deve começar pelo giro de cada item. Faça uma grade com horário de abertura, volume de reposição, tempo de cocção e tempo de espera até a exposição. Se dois pratos precisam ocupar o forno no mesmo intervalo, a capacidade de cubas pode deixar de ser o limite: o gargalo passa a ser a duração dos ciclos. Vale testar o menu completo numa demonstração, inclusive assados, acompanhamentos e itens que exigem acabamento distinto.

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Rede elétrica e água entram no orçamento do forno combinado

Comprar pelo preço da máquina sem calcular a instalação pode atrasar a operação. A ficha do iCombi Pro 6-1/1, usada aqui somente como exemplo, informa entrada de água, saída para dreno e versões a gás e elétrica. Na versão elétrica apresentada pela fabricante, a potência de conexão é de 10,8 kW. A instalação necessária muda conforme a versão e a infraestrutura do imóvel; não é possível aplicar essa especificação à unidade da Patroni.

Antes de assinar, peça ao fornecedor a ficha do modelo exato e submeta tensão, potência, disjuntor, abastecimento de água, drenagem e espaço de manutenção a um profissional habilitado. Em shopping, inclua as exigências técnicas do empreendimento. Defina ainda quem instala, quem faz a partida assistida, quem treina a equipe e como será registrado o aceite. Essas respostas afetam custo total e prazo de abertura tanto quanto o valor da nota fiscal.

O que fazer com isso

  • Meça o pico de produção por prato e a frequência de reposição antes de escolher a capacidade do forno.
  • Teste receitas reais em lotes e cronometre os ciclos que disputarão o mesmo equipamento.
  • Confira a infraestrutura com a ficha técnica do modelo escolhido e inclua adequações no orçamento.
  • Formalize instalação, treinamento, assistência e teste de aceitação no contrato de compra.

Para aprofundar

Fontes

D
Diogo Martins · editor de Equipamentos
· atualizada em 27 de setembro

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