M. Dias Branco lança óleo de algodão Fry para frituras
Nova opção para cozinhas profissionais vem em balde de 14,5 kg; teste de rendimento e custo por porção deve preceder a troca de fornecedor.
A M. Dias Branco Profissional anunciou em 22 de setembro o lançamento do Óleo de Algodão Fry, voltado a frituras em restaurantes, lanchonetes e outras cozinhas profissionais. A ficha da fabricante informa peso líquido de 14,5 kg por balde e validade de nove meses contados da fabricação. O lançamento foi divulgado pelo Giro News.
A empresa apresenta o produto como alternativa líquida para fritura por imersão, com sabor e odor neutros. Também afirma que ele dura mais durante o uso e reduz a absorção de gordura pelos alimentos. Esses ganhos não vieram acompanhados de teste comparativo público, preço ou número de ciclos de fritura. Para a compra, o dado decisivo continua sendo o resultado obtido na fritadeira da própria casa.
Óleo de algodão Fry: compare por porção, não por balde
O preço do balde não mostra sozinho quanto custa fritar uma porção. O operador precisa registrar quantas porções saem de cada carga de óleo, quanto é reposto, quando a qualidade exige a troca e qual volume sobra para descarte. Só então dá para comparar o custo do novo produto com o óleo usado hoje.
Faça o teste com o mesmo alimento, peso por lote, equipamento e temperatura. Compare cor, textura, sabor e tempo de preparo ao longo do uso, especialmente no horário de maior demanda. Se mudar vários fatores ao mesmo tempo, será difícil atribuir qualquer diferença ao óleo. Uma alegação de menor absorção, por exemplo, só deve orientar a compra depois de aparecer de forma consistente no produto servido.
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A ficha informa distribuição nas regiões Norte e Nordeste, mas não apresenta condições comerciais nem confirma disponibilidade em outras regiões. Antes de planejar a troca, peça ao distribuidor cotação, prazo de entrega, lote, data de fabricação e orientação de armazenamento após a abertura. Os nove meses indicados pela fabricante são contados da fabricação, e não representam prazo de uso do óleo já aberto ou aquecido.
Controle da fritura continua obrigatório
A RDC 216/2004, da Anvisa, determina que óleos e gorduras usados na fritura não sejam aquecidos acima de 180°C e sejam substituídos diante de alteração evidente de aroma, sabor ou formação intensa de espuma e fumaça. A promessa de maior durabilidade de um produto não afasta esses cuidados.
O informe técnico da Anvisa recomenda retirar resíduos durante a fritura e filtrar o óleo ao fim do uso. Também orienta evitar completar óleo usado com óleo novo e destinar o volume descartado por meio adequado. Sem controle de temperatura e rotina de limpeza, a comparação entre marcas perde valor e a qualidade do alimento pode cair antes do previsto.
O que fazer com isso
- Cote o balde de 14,5 kg com as alternativas atuais, incluindo frete, prazo e disponibilidade na sua região.
- Teste lotes equivalentes no mesmo equipamento e registre porções, reposição, descarte e qualidade do alimento.
- Controle a temperatura da fritadeira e interrompa o uso quando aparecerem os sinais de degradação previstos pela Anvisa.
- Calcule o custo por porção efetivamente servida antes de substituir o óleo do cardápio inteiro.
Fontes
- M. Dias Branco Profissional lança Óleo de Algodão Fry – Giro News
- Ficha do Óleo de Algodão Fry 14,5 kg – M. Dias Branco Profissional
- RDC 216/2004, boas práticas para serviços de alimentação – Anvisa
- Informe Técnico nº 11/2004, utilização e descarte de óleo de fritura – Anvisa
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