Ir para o conteúdo

Donos de Restaurante Terça-feira, 25 de agosto de 2026

Praça Pública

Fi South America: o que a feira de ingredientes antecipa do cardápio

A 28ª edição reuniu 290 expositores e mais de 12 mil visitantes em São Paulo, com proteína, fibra, creatina e redução de açúcar dominando a pauta.

Fi South America: o que a feira de ingredientes antecipa do cardápio, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

A 28ª Fi South America foi realizada em 17 de agosto de 2026, no São Paulo Expo, com 290 expositores nacionais e internacionais, mais de 12 mil visitantes e participantes de 20 países. Entre os presentes estavam Anvisa, Ministério da Agricultura e associações do setor.

Feira de ingrediente não é assunto de restaurante à primeira vista, e é exatamente por isso que vale olhar: o que a indústria coloca no estande hoje chega ao seu fornecedor em seis meses e ao seu cardápio depois disso.

O que dominou a pauta

Quatro blocos concentraram a discussão:

  • Proteína, em três formatos: whey, vegetal e colágeno.
  • Fibra, com prebióticos e inulina.
  • Creatina, que saiu do nicho esportivo e entrou em produto de consumo geral.
  • Redução de açúcar, e o efeito do avanço dos medicamentos da classe GLP-1 sobre o mercado de alimentos.

O último item é o mais estrutural. Medicação que reduz apetite muda porção, frequência e composição do pedido de uma fatia crescente de clientes, e a indústria já está reformulando para atender quem come menos e escolhe mais.

Publicidade

A leitura para quem opera

O sinal comum entre proteína, fibra e menos açúcar é o mesmo: o cliente quer densidade nutricional por porção, não volume. Isso vira decisão de cardápio concreta.

Uma casa que serve almoço percebe primeiro pelo desperdício: prato voltando pela metade não é falta de qualidade, é porção maior do que a demanda atual. Reduzir a porção padrão e oferecer complemento proteico à parte costuma manter o ticket e derrubar a perda.

O segundo sinal é a bebida. Redução de açúcar avançando na indústria significa mais opção zero e menos adoçada disponível no seu distribuidor, com margem melhor que refrigerante tradicional em muitos casos.

O que fazer com isso

  • Meça o que volta no prato por uma semana. Se mais de um em cada cinco pratos volta com sobra, a sua porção está fora do tamanho que o cliente quer hoje.
  • Ofereça a proteína como complemento, não como porção fixa. Mantém o preço de entrada baixo e captura quem quer mais.
  • Peça ao distribuidor a lista de lançamentos com menos açúcar. É a categoria em que a troca de item costuma melhorar margem sem que o cliente perceba perda.

Fontes

ABIA

T
Tomás Ferraz · editor de Mercado
· atualizada em 24 de agosto

Publicidade

Usamos cookies para medir a audiência do portal e para exibir publicidade. Enquanto você não responde, a publicidade fica não personalizada. Recusar não fecha nada do site. Detalhes na Política de Privacidade.