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Donos de Restaurante Segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Praça Pública

Pesquisa ABF 2026: delivery é 22,5% do faturamento nas redes

Levantamento ABF+GALUNION aponta delivery com 22,5% da receita e 94% das empresas no lucro.

Pesquisa ABF 2026: delivery é 22,5% do faturamento nas redes, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

A Pesquisa de Food Service ABF 2026, feita com a GALUNION e apresentada em 6 de agosto, mostra três recados claros para quem opera: o delivery já responde, em média, por 22,5% do faturamento das operações em 2025; 94% das empresas disseram ter lucrado no último ano; e 82% reportaram aumento das vendas em 2025.

O que muda na margem e no caixa

Quando um quinto da receita vem do delivery, o canal deixa de ser “extra” e passa a ser estruturante. A própria ABF destaca que o delivery evoluiu de frente de crescimento para canal estratégico de margem, dados e fidelização, o que exige metas por canal, cardápio com engenharia de preço específica, política clara para marketplace/retirada/app próprio e acompanhamento semanal de CMV e take rate por item. Se 94% estão no azul e 82% cresceram vendas, o diferencial competitivo deve migrar de “vender mais” para “vender melhor”: reduzir desconto que não gera recompra, focar combos rentáveis e padronizar tempo de preparo para manter avaliação e recorrência.

Gente é o gargalo nº 1

A retenção segue como maior dor: 87% das empresas relatam dificuldade para manter equipes. Treinamento aparece forte na rotina, operação (92%), abertura de loja (87%), vendas/atendimento (82%) e delivery (81%), mas temas de novas tecnologias e IA ainda são pouco explorados (20%). Na prática, perder colaborador no pico onera escala, eleva horas extras, aumenta erro de produção e derruba NPS, tudo isso bate direto na margem do delivery e do salão. Um plano de 90 dias para reduzir turnover e acelerar ramp-up de recém-contratados costuma ter ROI rápido quando conecta trilhas curtas de capacitação aos indicadores de cozinha, caixa e avaliação do cliente.

Operação e agenda regulatória no radar

O encontro que divulgou a pesquisa também trouxe debates sobre temas que batem no DRE: modelo de escala 5×2, impactos de NR 1 na gestão de segurança e treinamento, cadeia operacional, supply, uso de IA e até mudanças no comportamento de consumo com GLP‑1 (canetas emagrecedoras). Some a isso a Reforma Tributária, que pede simulação de cenários para entender crédito, cumulatividade e precificação. O recado é organizar dados (vendas, margem, jornada) para decidir com base em fatos, não em sensação.

O que fazer com isso

  • Reprecifique o delivery como canal estratégico: crie P&L por canal, defina metas de margem, ajuste mix (combos, famílias “viajáveis”) e separe políticas para app próprio, retirada e marketplaces.
  • Monte um plano de retenção de 90 dias: metas de turnover por função, onboarding de 7 a 14 dias com checklists e microtreinos nas 4 frentes mais frequentes; inclua um módulo básico de IA para operação e atendimento.
  • Rode um “war room” tributário e operacional por 60 dias: simule Reforma Tributária no seu mix, revise escala e treinamentos exigidos (NR 1), mapeie gargalos de supply e crie rotina de indicadores semanais por canal.

Fontes

ABF · LinkedIn

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