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Donos de Restaurante Sábado, 10 de outubro de 2026

Delivery

Portal de Dados do iFood ganha gráficos para consultar o delivery

Reformulação organiza indicadores de pedidos, entregadores e negócios; números nacionais ajudam a contextualizar, mas exigem comparação com a própria loja.

Portal de Dados do iFood ganha gráficos para consultar o delivery, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

O iFood relançou em 1º de outubro seu Portal de Dados com gráficos interativos, artigos explicativos e perguntas e respostas organizados por tema. A plataforma, lançada originalmente em 2024, reúne informações sobre pedidos, entregadores, segurança viária e impacto econômico. Para o dono de restaurante, a novidade é uma forma mais acessível de consultar dados da operação do marketplace antes de discutir capacidade, logística ou expansão.

A dimensão divulgada pela empresa é de mais de 180 milhões de pedidos mensais no aplicativo. O número consta do site institucional do iFood e foi citado pela Folha de S.Paulo na cobertura do relançamento. A plataforma também informa cerca de 500 mil estabelecimentos parceiros, grupo que inclui restaurantes e negócios de outras categorias, como mercados e farmácias.

Esses totais mostram a escala da plataforma, mas não representam a demanda disponível para uma cozinha específica. Não há, nesses números gerais, uma divisão por bairro, faixa de horário, tipo de comida ou concorrência na área de entrega. Usá-los para projetar vendas de uma loja produziria uma estimativa sem base local.

Portal de Dados do iFood ajuda a formular perguntas melhores

O novo formato pode servir como ponto de partida para uma análise de operação. Ao consultar um gráfico sobre pedidos ou entregadores, o gestor deve anotar o período, a abrangência geográfica, o público incluído e a definição do indicador. Só então vale comparar a direção do dado com os relatórios da própria loja, especialmente pedidos por turno, tempo de preparo, cancelamentos e margem por canal.

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Há uma diferença importante entre indicador do ecossistema e métrica da casa. Um crescimento nacional de pedidos pode coexistir com queda nas vendas de um restaurante por causa de preço, posição no aplicativo, oferta local ou capacidade de produção. A decisão de ampliar equipe, estender o horário ou investir em promoção precisa partir dos pedidos efetivamente recebidos e do resultado de cada turno.

Ganho por hora do entregador não é custo de entrega da loja

Na apresentação da nova versão, o iFood informou ganho médio de R$ 30,07 por hora para entregadores no primeiro trimestre de 2026, conforme registrou a Folha. O indicador fala da remuneração desses profissionais na plataforma. Ele não equivale à taxa cobrada do restaurante, ao frete pago pelo cliente nem ao custo de manter motoboy próprio.

Para comparar logística intermediada e frota própria, o operador precisa levantar as tarifas efetivamente cobradas em seu contrato, o custo completo da equipe e o tempo de entrega observado. Também deve verificar como cada dado do portal é calculado antes de tomar uma média como referência para negociação. O painel público oferece contexto sobre o mercado; o demonstrativo financeiro da loja continua sendo a fonte para decidir preço e canal.

O que fazer com isso

  • Abra o portal e registre a data, o recorte e a definição de cada indicador que pretende usar.
  • Compare os dados gerais com pedidos, cancelamentos e margem da sua operação no mesmo período.
  • Calcule o custo real de cada modalidade de entrega usando contrato, repasses e despesas próprias.
  • Teste mudanças de horário ou promoção em pequena escala e acompanhe o resultado por turno.

Para aprofundar

Fontes

R
Rafael Nunes · editor de Delivery
· atualizada em 3 de outubro

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