Toqan do iFood reúne 40 mil inscrições de restaurantes
Ferramenta de gestão por conversa começa pelos parceiros do aplicativo; adesão informada pela controladora não mede resultado nas lojas.
O iFood lançou em 17 de setembro o Toqan, ferramenta que permite consultar informações do restaurante em linguagem comum, sem montar relatórios manualmente a cada pergunta. Ao fim do iFood Move 2026, mais de 40 mil restaurantes haviam se inscrito, segundo a Prosus, controladora da plataforma. Inscrição, porém, não significa uso efetivo nem melhora comprovada de vendas.
A novidade é concreta para quem já recebe pedidos pelo aplicativo: o acesso usa a conta do Portal do Parceiro, e o histórico de vendas do delivery pode ser consultado no navegador. O serviço começa gratuito para parceiros. O iFood afirma que pretende liberá-lo também a estabelecimentos fora de sua base, mas ainda não informou quando isso ocorrerá.
A Prosus diz que a ferramenta passou por piloto com mais de 3.800 restaurantes. Esse número aparece também em relato do Giro News sobre o lançamento. A escala do teste indica onde houve experimentação, mas não permite concluir quanto tempo cada casa economizou ou quanto faturamento ganhou.
O que o Toqan do iFood pode mostrar sobre os pedidos
O gestor pode perguntar como foram as vendas de ontem, comparar períodos e investigar uma alta de cancelamentos. Segundo o iFood, a ferramenta reúne dados de pedidos, faturamento, avaliações e tempo de preparo, além de permitir painéis personalizados. Para a operação, a utilidade depende de transformar uma resposta em uma hipótese verificável: se os cancelamentos cresceram no jantar, convém confrontar horário, item vendido, capacidade da cozinha e motivo registrado no pedido.
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Os números do próprio estabelecimento devem continuar sendo a referência. Uma sugestão automática de alterar cardápio ou escala precisa ser conferida com custo de ingredientes, margem, equipe disponível e pedidos de outros canais. O Toqan não substitui essa conta. A comparação com concorrentes anunciada pela empresa também merece cuidado: o restaurante não tem, por esse anúncio, garantia de acesso aos custos ou às vendas completas de outra casa.
Dados de outros canais ainda exigem atenção
Na primeira etapa, o histórico do iFood já aparece para o parceiro que entra com sua conta. O estabelecimento também pode acrescentar informações próprias, segundo o Canaltech. Integrações mais amplas com sistemas de ponto de venda ainda são um passo previsto pela empresa. Assim, quem vende no salão, no WhatsApp ou em outros aplicativos pode receber uma visão parcial do negócio se não conferir essas receitas separadamente.
O iFood afirma que os dados adicionados ao Toqan ficam criptografados no ambiente da ferramenta e não são usados atualmente para treinar modelos de terceiros. A companhia diz que eventual uso para melhorar seu próprio modelo dependeria de autorização do restaurante. Antes de conectar novas bases, vale identificar quais informações serão compartilhadas e quem, na equipe, terá acesso às respostas.
O que fazer com isso
- Acesse o Toqan com a conta do Portal do Parceiro, se a ferramenta já estiver liberada para sua loja, e confirme quais períodos e canais aparecem.
- Teste uma pergunta operacional específica, como a variação de cancelamentos por horário, e confira a resposta nos pedidos originais.
- Compare qualquer recomendação com margem, capacidade de produção e vendas fora do iFood antes de mudar preço, cardápio ou escala.
- Registre o tempo gasto na análise e a decisão tomada; avalie o resultado com os mesmos indicadores nas semanas seguintes.
Para aprofundar
- Guia das taxas de delivery para restaurante
- Simulador de taxa do iFood
- iFood Entrega reúne quatro modalidades de logística
Fontes
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