Ir para o conteúdo

Donos de Restaurante Segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Letra da Lei

Curso gratuito de boas práticas: a RDC 216 posta em prática

A capacitação da Vigilância Sanitária de Juiz de Fora é gratuita, dura três horas e segue a RDC 216 da Anvisa, a norma que a fiscalização usa como régua.

Curso gratuito de boas práticas: a RDC 216 posta em prática, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

A Vigilância Sanitária de Juiz de Fora abriu inscrições gratuitas para a capacitação em boas práticas de manipulação e comercialização de alimentos. A segunda edição foi realizada no auditório do Mercado Municipal, das 9h às 12h, com inscrição por formulário online.

O público é o operacional do setor: profissionais e representantes de bares, restaurantes, lanchonetes, supermercados, cozinhas industriais e demais estabelecimentos que manipulam alimento. O conteúdo cobre higiene, armazenamento, preparo e transporte, prevenção de contaminação, controle de pragas, manejo de resíduos e segurança alimentar.

O conteúdo segue a RDC 216 da Anvisa, principal norma nacional de boas práticas em serviços de alimentação.

Por que capacitação vale mais que curso no papel

Manipulador treinado é exigência da própria RDC 216, e a comprovação é checada em fiscalização. O ponto que pega a maioria das casas não é a ausência do certificado, e sim a distância entre o que está no certificado e o que acontece na cozinha.

Publicidade

Auto de infração raramente nasce de tema exótico. Nasce de cinco itens que aparecem sempre:

  • Temperatura sem registro. Câmara e balcão precisam de controle anotado, não apenas de termômetro instalado.
  • Manipulador sem comprovação de treinamento. Inclui quem entrou depois do último curso.
  • Manual de boas práticas desatualizado. Documento que descreve uma operação que não existe mais conta contra, não a favor.
  • Controle de pragas sem certificado válido. Data vencida equivale a não ter.
  • Rastreabilidade de recebimento. Nota, temperatura de chegada e destino do produto.

O que fazer com isso

  • Procure a capacitação da sua cidade. A maior parte das vigilâncias municipais oferece gratuitamente, e o certificado vale como comprovação.
  • Leve quem manipula, não só quem administra. O certificado do dono não cobre a equipe da cozinha.
  • Revise o manual depois do curso. Cardápio novo, equipamento novo ou fluxo novo pedem manual atualizado, e é ele que a fiscalização lê primeiro.

Fontes

Pjf · Acessa · Rádio

V
Vera Antunes · editora de Regulação
· atualizada em 24 de agosto

Publicidade

Usamos cookies para medir a audiência do portal e para exibir publicidade. Enquanto você não responde, a publicidade fica não personalizada. Recusar não fecha nada do site. Detalhes na Política de Privacidade.