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Donos de Restaurante Sábado, 10 de outubro de 2026

Mercado

Delivery em loja de rua guia expansão da Let’s Poke

Com mais de 70% das vendas por entrega, rede prioriza pontos de rua e reserva cozinhas exclusivas para mercados onde já opera.

Delivery em loja de rua guia expansão da Let’s Poke, imagem ilustrativa
Foto: Reprodução

A Let’s Poke escolhe lojas de rua como formato principal para crescer. A razão apresentada pela rede é operacional: mais de 70% de suas vendas vêm do delivery. Na apuração publicada pela Exame em 30 de setembro, a empresa diz que o acesso dos entregadores pesa na escolha do endereço e que a retirada em shopping pode acrescentar de cinco a dez minutos ao percurso do pedido.

O plano combina novas unidades e aumento das vendas das lojas existentes. A rede informa ter faturado R$ 38 milhões em 2025 e projeta R$ 65 milhões para 2026, valores também registrados pelo Giro News. A projeção ainda não é faturamento realizado. Para o dono de restaurante, o dado útil está no critério de expansão: antes de pagar pelo fluxo de pessoas de um ponto, medir quanto da receita depende da entrega e quanto tempo a retirada consome.

Delivery em loja de rua muda a conta do ponto

A escolha da Let’s Poke não significa que rua seja sempre melhor do que shopping. Ela responde ao mix de canais da própria rede. Uma operação com salão forte pode dar mais valor à circulação de clientes; uma casa em que predominam pedidos por entrega precisa observar acesso, espaço de espera e facilidade de retirada. Esses fatores entram na conta junto com aluguel, condomínio e expectativa de vendas no balcão.

O tempo adicional citado pela empresa para a retirada em shopping é uma avaliação de seu executivo, não uma medição aplicável a todos os centros comerciais. Antes de mudar de endereço, o operador pode cronometrar o caminho do entregador desde a chegada até a saída, nos horários de pico. Também deve observar se a fila de retirada interfere no atendimento do salão e se o pedido fica pronto antes da chegada do transporte.

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Expansão exige distinguir loja de rua e cozinha exclusiva

Segundo a Exame, a Let’s Poke estima investimento entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão para abrir uma loja de rua. Em cidades nas quais já tem presença, também considera cozinhas voltadas à entrega, com aporte próximo de R$ 400 mil. O Giro News reproduz esses valores. São referências da rede, não um orçamento padrão para outros restaurantes: imóveis, equipamentos e formato de atendimento alteram a necessidade de capital.

A distinção tem efeito prático. Uma cozinha exclusiva pode ampliar a área atendida sem acrescentar mesas, mas passa a depender integralmente da demanda de entrega. Uma loja aberta ao público distribui vendas entre canais e exige estrutura de atendimento. Para comparar formatos, é preciso projetar pedidos por raio de entrega, capacidade da cozinha, custo fixo e prazo de retorno separadamente.

A empresa atribui parte do crescimento à execução nas unidades atuais e relata alta de 26% nas vendas de lojas comparáveis em 2026. Esse índice, informado pela própria rede à Exame, ajuda a separar crescimento orgânico de abertura de pontos, mas a reportagem não traz a base de cálculo completa. A decisão de expansão não deve depender apenas dessa taxa.

O que fazer com isso

  • Separe as vendas de salão, retirada e entrega dos últimos meses antes de avaliar um novo ponto.
  • Cronometre a retirada dos pedidos em horários de pico e registre atrasos causados pelo acesso ao imóvel.
  • Compare loja aberta ao público e cozinha exclusiva com custos e demanda estimados para cada formato.
  • Teste a capacidade de produção da unidade atual antes de assumir aluguel ou investimento em outra cozinha.

Para aprofundar

Fontes

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