Fritadeira elétrica causa incêndio em restaurante de Juiz de Fora
Aparelho esquecido ligado após o expediente superaqueceu e os bombeiros apagaram o fogo com dois extintores. O caso deixa lição de checklist de fechamento.
Uma fritadeira elétrica esquecida ligada após o fim do expediente provocou um incêndio na tarde de sábado, 22 de agosto, em um imóvel que abriga restaurante e lanchonete na Rua Mister Moore, no Centro de Juiz de Fora (MG). O aparelho superaqueceu no segundo pavimento do prédio, que estava fechado e vazio. O Corpo de Bombeiros acessou o andar pelas janelas, com escada, e controlou as chamas usando dois extintores. Ninguém se feriu.
O fogo ficou restrito à fritadeira, mas o calor derreteu partes de um micro-ondas próximo e danificou a pintura do ambiente. Como medida preventiva, a chave geral de energia foi desligada e o proprietário foi orientado a não religar os disjuntores até que a instalação elétrica passe por avaliação profissional. Na prática, além de perder o equipamento, a casa ganhou uma pendência elétrica antes de poder voltar a operar.
O caso é pequeno, e é justamente por isso que interessa a quem opera cozinha. Em 2022, o Instituto Sprinkler Brasil contabilizou 2.041 incêndios estruturais noticiados pela imprensa no país, sendo 333 em locais de reunião de público, categoria que abrange espaços como bares e restaurantes. O próprio instituto estima que as notícias captam menos de 3% das ocorrências reais. A maioria dos fogos de cozinha não vira manchete: vira prejuízo silencioso, dias de porta fechada e conversa difícil com a seguradora.
Fritadeira elétrica: o risco de incêndio mora no fechamento
A fritadeira elétrica não precisa de chama para começar um incêndio. A resistência ligada segue aquecendo o óleo, e óleo superaquecido acende sozinho, sem faísca. Se o termostato falha ou o aparelho simplesmente não é desligado, o resultado é o de sábado: fogo em loja vazia, sem ninguém para reagir no primeiro minuto.
Publicidade
Em Juiz de Fora, o gatilho foi o mais banal possível: ninguém desligou o equipamento na saída. A diferença entre o susto e a perda total foi o fogo não ter alcançado gordura acumulada nem se espalhado pela estrutura. A mesma cidade já viu o outro lado da moeda: em maio de 2025, um restaurante no Bairro Alto dos Passos foi destruído por um incêndio ligado à estrutura elétrica do imóvel, combatido com cerca de 15 mil litros de água. De um lado, dois extintores; do outro, três caminhões-pipa e um ponto comercial perdido.
A conta que chega mesmo quando o fogo é pequeno
Mesmo contido, um incêndio como esse cobra caro. A fritadeira vira sucata, o micro-ondas ao lado foi danificado, o ambiente precisa de pintura, e a reabertura depende de laudo da instalação elétrica. Cada dia fechado é faturamento que não volta. E o histórico do imóvel passa a pesar em vistoria, em renovação de seguro e em negociação de aluguel.
Para quem opera com margem apertada, prevenção aqui não é despesa: é o item mais barato da lista quando comparado a uma semana de porta fechada.
O que fazer com isso
- Inclua o desligamento de fritadeira, chapa e forno no checklist escrito de fechamento, com responsável nomeado e conferência final dos disjuntores.
- Teste toda semana o termostato e o desligamento automático da fritadeira elétrica; resistência que não desarma é o ponto de falha mais comum do aparelho.
- Mantenha extintor adequado a fogo de cozinha ao alcance da linha de fritura e treine a equipe para usá-lo, inclusive quem fecha a loja sozinho.
- Agende revisão anual da instalação elétrica com laudo e limpeza periódica de coifa e dutos: gordura acumulada é o que transforma fogo de bancada em perda total.
Fontes
Acessa.com · Rádio · Sprinklerbrasil · G1
Publicidade





