Pix por aproximação perde teto de R$ 500: efeito na retirada
Regra em vigor desde 1º de outubro permite pagamentos maiores por aproximação, conforme o limite do cliente. Confira o que testar antes de oferecer a opção.
Desde 1º de outubro, o Pix por aproximação deixou de ter o teto específico de R$ 500 por transação. A mudança, prevista na Instrução Normativa 746 do Banco Central, permite que uma compra de valor maior seja paga encostando o celular na maquininha, desde que o limite da conta do cliente autorize. O fim do teto foi confirmado pelo BC e noticiado também pela Agência Brasil na data de entrada em vigor.
Para restaurantes, pizzarias e operações de delivery, a aplicação mais direta está no pedido retirado no balcão ou pago na entrega com terminal habilitado. Uma encomenda para grupo ou um pedido de maior valor já não precisa ser recusado nessa modalidade apenas por ultrapassar R$ 500. Isso não elimina uma eventual recusa por limite individual, configuração do banco ou falta de compatibilidade do aparelho e da maquininha.
Pix por aproximação na retirada e na entrega
O pagamento por aproximação usa NFC para transmitir os dados de uma cobrança Pix. Segundo o Banco Central, a oferta do recurso depende do banco ou da carteira do pagador, do aparelho compatível e de um terminal do recebedor habilitado. Ter uma maquininha que aceita cartão por aproximação, por si só, não confirma que ela já aceita Pix nessa modalidade.
Para quem cobra na retirada, vale testar a função antes de anunciá-la no cardápio ou no caixa. Na entrega, o teste também precisa incluir o terminal usado pelo entregador e a forma como a confirmação aparece para a equipe. O pedido deve seguir o processo normal de conferência do pagamento, sem depender apenas da tela mostrada pelo cliente.
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Limite maior não significa cobrança sem restrição
A nova regra retirou o limite próprio de R$ 500, mas preservou os limites de segurança aplicáveis ao Pix. O consumidor pode solicitar aumento ou redução ao banco, e o valor permitido depende das condições da conta. Para a operação, isso significa manter uma alternativa de pagamento quando a aproximação não concluir a transação, como QR Code Pix ou cartão, conforme os meios já aceitos pela casa.
A norma também alcança pagamentos iniciados sem redirecionamento no Open Finance, usados em algumas jornadas digitais. Isso pode interessar a um canal próprio de pedidos, mas não significa que todo aplicativo de delivery ou checkout passe a oferecer o recurso automaticamente. A disponibilidade depende da integração adotada pelo fornecedor.
Confira o custo no contrato de recebimento
A retirada do teto não definiu uma tarifa única para os estabelecimentos. O Banco Central informa que pessoas jurídicas podem ser tarifadas pelo recebimento de Pix em compras. Assim, antes de comparar a modalidade com cartão ou QR Code, o gestor precisa conferir as condições do banco, da maquininha e do intermediador usados em cada canal. O custo contratado e a conciliação da venda importam mais para a margem do que o limite anunciado ao cliente.
O que fazer com isso
- Teste um pagamento por aproximação acima de R$ 500 no terminal da retirada e, se houver, no da entrega.
- Confirme com o fornecedor quais aparelhos e carteiras são aceitos e como a aprovação aparece no caixa.
- Compare a tarifa e o prazo de recebimento do Pix por aproximação com os demais meios do seu contrato.
- Mantenha uma opção de cobrança para pedidos recusados por limite ou incompatibilidade.
Para aprofundar
- Taxa do vale-refeição: restaurantes pagam 6,18%, teto é 3,6%
- Antecipação de repasse do iFood sem taxa: o que vale no apagão
Fontes
- Instrução Normativa BCB nº 746, de 16 de junho de 2026 – Banco Central do Brasil
- Pix por aproximação ganha mais flexibilidade e deixa de ter teto fixo de R$ 500 – Banco Central do Brasil
- Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta – Agência Brasil
- Pix por aproximação – Banco Central do Brasil
- Quanto a pessoa jurídica paga para usar o Pix – Banco Central do Brasil
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