Simulador de taxa do iFood: quanto sobra de cada pedido
“Quanto o iFood cobra” é a pergunta errada. A pergunta que decide se vale a pena é quanto sobra do pedido depois de tudo, comissão, taxa de transação, entrega, cupom que você bancou, insumo e embalagem.
Coloque os números do seu contrato e veja o que resta:
Simulador de taxa do iFood
Quanto sobra de um pedido depois da comissão, da taxa de transação, do cupom e do insumo, e quanto o mesmo pedido precisaria valer no balcão para dar o mesmo dinheiro.
Percentuais pré-preenchidos são referência de agosto/2026 e servem de ponto de partida, o seu contrato manda. Confira comissão e taxa de transação no extrato do Portal do Parceiro e ajuste os campos.
O que compõe a conta
Comissão do plano. Percentual sobre o valor do pedido, diferente conforme quem faz a entrega, entrega própria custa menos, entrega pela plataforma custa mais.
Taxa de transação. Cobrada sobre pedidos pagos pelo app, referente ao processamento do pagamento. Aparece separada da comissão no extrato.
Entrega. Dependendo da configuração e da distância, parte do frete pode sair do seu bolso.
Promoção e cupom. Quando a campanha é bancada pelo restaurante, o desconto sai inteiro da sua margem, e a comissão continua incidindo sobre o valor cheio em boa parte dos formatos.
Insumo e embalagem. O custo do prato não muda porque o canal é digital. A embalagem, aliás, só existe nesse canal.
Os percentuais que vêm preenchidos são referência, não o seu contrato. Plano, comissão e taxa mudam por loja, por negociação e sem aviso. Puxe os seus do extrato no Portal do Parceiro e ajuste os campos, é o único jeito de a conta ser a sua.
Como ler o resultado
Taxa efetiva é quanto o pedido custou no total, em percentual, comissão, transação, cupom e entrega somados. É o número que serve para comparar canais, e quase sempre é maior do que o percentual do plano.
Sobra depois de insumo e embalagem é a margem de contribuição do pedido: o que fica para pagar aluguel, folha, energia e, no fim, lucro. Se esse número é negativo, mais volume só aumenta o prejuízo.
Referência prática: um pedido que contribui com menos de 15% do próprio valor está tirando espaço de produção sem pagar por ele. Não significa desligar o canal, significa mudar o preço no canal, o mix ou o cupom.
O que fazer quando a conta não fecha
- Preço por canal. Sobe no marketplace o suficiente para cobrir a comissão. É a correção mais direta e a mais usada por rede grande.
- Ticket, não preço. Combo, tamanho maior e adicional elevam o valor do pedido sem mexer no preço percebido do prato principal.
- Revisar o cupom. Desconto bancado pelo restaurante é a linha que mais destrói margem, teste desligar e medir a perda real de pedidos por duas semanas.
- Entrega própria onde couber. Muda o plano e a comissão; só vale quando você tem malha e o raio é curto.
- Canal direto para o cliente recorrente. Marketplace é bom para descoberta. Cliente que já é seu não precisa ser comprado de novo todo mês, cardápio próprio com link e QR resolve boa parte disso.
Perguntas frequentes
A taxa de serviço que aparece para o cliente sai do meu repasse? Não. Ela é cobrada do consumidor e retida pela plataforma. Mas ela encarece o carrinho e mexe na sua conversão, o efeito chega em você por outro caminho.
Comissão incide sobre a taxa de entrega? Depende do formato e do plano contratado. Confira no seu extrato: é uma das linhas que mais gera divergência entre o esperado e o repassado.
Vale a pena sair do marketplace? Raramente de uma vez. O marketplace traz demanda que o canal direto não traz. A decisão sensata é medir a margem por canal, este simulador de um lado, a [calculadora de preço de venda](/calculadora-preco-de-venda/) do outro, e reequilibrar o mix, não desligar a chave.
Como conferir se o repasse veio certo? Puxe o relatório de pedidos do período, some as rubricas e compare com o depósito. Divergência acontece, e só é identificada por quem confere.


