Donos de Restaurante https://donosderestaurante.com.br Notícia, número e ferramenta para quem opera restaurante Mon, 24 Aug 2026 14:59:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 Contrato PJ vira crédito de CBS no restaurante a partir de 2027 https://donosderestaurante.com.br/gestao/reforma-tributaria-e-contratos-pj-como-gerar-creditos-fiscai/ Mon, 24 Aug 2026 14:40:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/reforma-tributaria-e-contratos-pj-como-gerar-creditos-fiscai/ A partir de 1º de janeiro de 2027, cada nota de serviço que a casa paga a um prestador pessoa jurídica passa a valer dinheiro de volta. É a data em que PIS e Cofins são extintos e a CBS entra com alíquota cheia, estimada em 8,8% na referência que circula desde a regulamentação da Lei Complementar 214/2025. O que vier com CBS destacada em documento fiscal válido vira crédito a abater do imposto devido. O que sai pela folha não vira nada.

Uma casa que gasta R$ 6.000 por mês em contabilidade, limpeza terceirizada, manutenção, dedetização e marketing, tudo de PJ no regime regular, acumula perto de R$ 528 de crédito de CBS por mês, cerca de R$ 6.300 no ano. O mesmo valor dentro da folha gera crédito zero, porque salário e encargos não são operação tributada.

O IBS estadual e municipal segue em teste em 2027 e 2028, cobrado a 0,05% de cada lado. Nos dois primeiros anos, o crédito que muda a conta é o da CBS.

Por que o contrato PJ gera crédito de CBS e a folha não

A CBS funciona por não cumulatividade plena: o que foi pago na etapa anterior vira crédito na etapa seguinte. Para isso, três coisas precisam estar em ordem: nota fiscal de serviço eletrônica com os dados corretos, CNPJ do prestador ativo e regular, e pagamento vinculado àquela nota. Se um deles falha, o crédito não entra e a despesa vira custo cheio.

A folha não passa por nenhum desses caminhos: salário, FGTS e encargos não têm CBS destacada, e não há crédito a recuperar ali.

Isso não é convite a trocar empregado por contrato PJ. Manter a mesma pessoa, no mesmo horário e sob a mesma subordinação, só que emitindo nota, é risco trabalhista, e o crédito de um ano não paga uma ação com vínculo reconhecido.

O tamanho do crédito depende do regime do prestador

Nem toda nota PJ rende os mesmos 8,8%. Quando o prestador é do Simples Nacional, a contratante ainda toma crédito, mas em valor equivalente ao IBS e à CBS embutidos no DAS, por percentuais padronizados que a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS vão definir. Um exemplo do setor contábil usa 3% sobre a compra: R$ 200 mil geram R$ 6.000, metade IBS, metade CBS.

Na cotação, isso pesa: dois orçamentos de mesmo valor podem ter custo líquido diferente conforme o regime de quem emite a nota, e o prestador do Simples pode optar pelo regime regular para transferir crédito integral.

O regime dos restaurantes ainda tem uma zona cinzenta

Os artigos 273 a 276 da Lei Complementar 214/2025 criaram o regime específico de bares, restaurantes e lanchonetes, com IBS e CBS reduzidos em 40% sobre alimentação e bebidas não alcoólicas preparadas no estabelecimento. Referências do setor calculam alíquota efetiva perto de 16,8%, partindo de um padrão estimado em 28%. Bebida alcoólica fica fora da redução.

O artigo 276 veda o crédito aos adquirentes dessa alimentação: a empresa que paga refeição de funcionário na sua casa não recupera nada. A lei não vedou o crédito das compras do próprio restaurante, e o entendimento técnico predominante é de que ele permanece, mas ainda falta norma interpretativa.

O que fazer com isso

  • Liste todo prestador PJ da casa com valor mensal e regime tributário, separando Simples de regime regular.
  • Peça ao contador uma simulação da apuração de 2027 com e sem os créditos das notas de serviço, para saber quanto está em jogo.
  • Exija nota fiscal de serviço eletrônica de todo prestador, inclusive dos pequenos que hoje mandam recibo, porque sem documento fiscal não existe crédito.
  • Mantenha a estrutura de pessoal como está até a norma do Comitê Gestor sair, e trate o crédito como ganho de quem já terceiriza.

Fontes

Contábeis · Omie · Maran · JL · Simtax · Tax

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Reforma tributária 2026: o que o restaurante põe na nota agora https://donosderestaurante.com.br/gestao/reforma-tributaria-2026-prazos-split-payment-e-erp-omie/ Mon, 24 Aug 2026 14:40:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/reforma-tributaria-2026-prazos-split-payment-e-erp-omie/ O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4, assinado em 30 de julho e publicado no Diário Oficial em 31 de julho de 2026, fixou o calendário do ano de teste em ondas. A primeira já passou: em 3 de agosto, NF-e e NFC-e entraram na obrigação de informar os novos campos. A NFC-e é a nota do balcão e da venda no salão, então a data alcança a operação de restaurante, bar, padaria e pizzaria que esteja no Lucro Presumido ou no Lucro Real.

As alíquotas do período somam 1%: 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, previstas na Lei Complementar 214/2025. Não é imposto novo a pagar. O parágrafo 1º do artigo 348 dispensa o recolhimento de quem cumprir corretamente as obrigações acessórias, e o valor eventualmente recolhido é compensado com PIS e Cofins no mesmo período de apuração.

Ou seja, o que está em jogo em 2026 não é caixa. É arquivo. A conta chega em forma de nota travada, de venda que não sai e de fila no caixa em noite cheia.

O que a reforma tributária 2026 muda na nota do restaurante

O XML ganhou grupos novos de IBS, CBS e Imposto Seletivo, com totalizadores por item. Junto vêm o CST de IBS/CBS e o cClassTrib, que é a classificação tributária de cada item vendido.

Cada linha do cardápio precisa carregar esse código. Refrigerante, chope, pizza, sobremesa, embalagem cobrada à parte e taxa de entrega não têm a mesma classificação. Quem cadastrou o cardápio no PDV há três anos e nunca mais mexeu vai descobrir isso na hora errada.

As regras de validação foram flexibilizadas em boa parte dos casos, e a nota não é rejeitada de imediato por campo em branco. A obrigação de informar, porém, vale desde a data da onda.

Multa não é automática, mas o prazo de 60 dias corre

A Lei Complementar 227/2026 incluiu os parágrafos 3º e 4º no artigo 348. Se houver auto de infração exclusivamente por descumprimento de obrigação acessória de IBS e CBS, o contribuinte é intimado a sanar a irregularidade em até 60 dias. Corrigido dentro do prazo, a penalidade é extinta e não há multa.

É uma janela pedagógica, e ela só funciona se alguém na casa abrir a correspondência do Fisco. Intimação que dorme na caixa de entrada do contador terceirizado vira multa pelo silêncio, não pelo erro.

Simples Nacional entra em 1º de janeiro de 2027

Empresas do Simples Nacional, do sublimite excedido e o MEI ficam de fora até 1º de janeiro de 2027, quando todos os documentos fiscais passam a exigir os campos. Até lá, IBS e CBS seguem recolhidos por dentro do DAS.

Ainda há duas datas no meio do caminho. Em 1º de outubro de 2026 entram a NFS-e geral e a NFCom, o que pega a casa que emite nota de serviço para buffet, evento fechado e locação de espaço. Em 1º de dezembro de 2026 é a vez das plataformas digitais, faixa que alcança os aplicativos de delivery e o repasse que eles emitem.

O que fazer com isso

  • Confirme com o contador em qual onda a sua empresa caiu. A resposta muda tudo: regime normal já está dentro desde 3 de agosto, Simples só em janeiro.
  • Emita uma NFC-e de teste hoje e abra o XML. Se os grupos de IBS e CBS estiverem vazios, o problema é do emissor, e ele precisa ser resolvido antes do próximo fim de semana cheio.
  • Peça ao fornecedor do PDV a data da atualização por escrito. Com a informação de se ela está na mensalidade ou é cobrada à parte.
  • Revise a classificação tributária item a item no cardápio. Bebida, comida, embalagem e taxa de entrega não entram no mesmo código.

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Teixeira · Contmatic · Reforma · Conta

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Split payment: o que o PDV do restaurante precisa fazer https://donosderestaurante.com.br/gestao/split-payment-o-que-o-pdv-do-restaurante-precisa-fazer/ Mon, 24 Aug 2026 13:55:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/?p=447 O split payment é o mecanismo criado pela reforma tributária para que os valores de IBS e CBS sejam separados no momento da liquidação financeira. Em vez de a empresa receber o total e recolher depois, parte do dinheiro segue direto para o destino do tributo.

A implementação está prevista para 2027, em fase inicial, de forma opcional e restrita a operações entre contribuintes. Ou seja, não é a venda no balcão que muda primeiro, e sim a operação entre empresas.

O que o split payment muda no caixa do restaurante

Há uma confusão comum que vale desfazer: a divisão não acontece no PDV. Quem separa é o banco ou a instituição que processa o pagamento, no momento da liquidação.

O que o sistema do restaurante controla é a nota fiscal, e é ela que faz a divisão dar certo. A nota precisa ser gerada e vinculada ao meio de pagamento no exato momento da venda, com os dados de IBS e CBS detalhados. Nota emitida depois, em lote, no fim do expediente, quebra o vínculo que o mecanismo exige.

A consequência prática está na projeção de caixa. Hoje o valor cheio entra e o imposto sai em data futura, e muita casa usa essa folga como capital de giro sem chamar assim. Com a separação na liquidação, essa folga encolhe.

As perguntas para fazer ao fornecedor do sistema

Não é decisão para deixar para dezembro de 2026. É conversa para ter agora, enquanto existe tempo de trocar de fornecedor se a resposta for ruim.

  • O módulo fiscal já transmite IBS e CBS detalhados em tempo real para adquirente e banco?
  • A emissão da nota está amarrada ao meio de pagamento no momento da venda, ou o sistema permite emitir depois?
  • Qual a data prevista para a atualização, e ela está incluída na mensalidade ou é cobrada à parte?
  • O que acontece com venda em que o cliente não pede nota?

Resposta vaga hoje é migração de sistema no meio de um ano de virada tributária, que é o pior momento possível para trocar PDV.

O que fazer com isso

  • Mande as quatro perguntas por e-mail ao fornecedor e guarde a resposta. Por escrito, para ter data.
  • Refaça a projeção de caixa sem a folga do imposto. Descubra agora se a operação fecha sem esse capital de giro silencioso.
  • Combine o calendário com o contador. É ele quem sabe em qual etapa a sua empresa entra, e quando.
  • Não compre solução de split payment agora. A fase inicial é opcional e entre contribuintes, e fornecedor vendendo urgência em 2026 está vendendo medo.

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Contábeis · IstoÉ · Sisfood

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Inteligência artificial em restaurantes: 28% já testaram https://donosderestaurante.com.br/gestao/inteligencia-artificial-em-restaurantes-28-ja-testaram/ Mon, 24 Aug 2026 13:45:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/?p=443 O levantamento ouviu 2.128 empresários de bares e restaurantes. Dos estabelecimentos consultados, 28% já usaram inteligência artificial em algum nível, e entre os que adotaram, 70% avaliaram o resultado como satisfatório.

O número de adoção não é alto para uma tecnologia que ocupa tanto espaço na conversa do setor. Mas a taxa de aprovação entre quem testou é, e é ela que costuma anteceder um salto de uso.

Onde a inteligência artificial em restaurantes está entrando

A distribuição por uso é a parte reveladora da pesquisa.

  • Marketing: 40%. Peça para rede social, campanha personalizada, texto de anúncio. É a porta de entrada porque o erro é barato: saiu ruim, não publica.
  • Atendimento automatizado: 26%. Chatbot, assistente virtual, resposta a pergunta repetida.
  • Cardápio e precificação: 17%. Criação e reformulação de cardápio, precificação de prato e sugestão de combinação.

Reparando na ordem, ela vai do menos crítico para o mais crítico. Ninguém começou pela ficha técnica ou pela compra. Começou por onde um erro não estraga o serviço da noite.

Segundo Paulo Solmucci, presidente executivo da Abrasel, a tecnologia se consolida como oportunidade de crescimento, com uma curva de adoção e uso crescente que ele descreve como nunca vista antes em pouco mais de um ano.

O que ela não resolve

Vale separar o que muda operação do que muda apresentação.

Ferramenta que escreve legenda de rede social economiza tempo do dono. Ferramenta que sugere preço de prato sem conhecer a sua ficha técnica, a sua comissão de aplicativo e o seu custo de ocupação está chutando com boa redação. Precificação depende dos seus números, e sem eles nenhuma ferramenta acerta.

O mesmo vale para estoque. Previsão de compra exige histórico de venda por item, e a casa que não registra baixa por ficha técnica não tem o que alimentar. A ferramenta não cria o dado que a operação nunca coletou, e é aí que a maioria dos testes morre no primeiro mês.

Vale notar também o que a pesquisa não mostra: nenhum dos três usos mais citados toca a produção. A cozinha segue igual, e quem esperava ganho de produtividade na praça vai encontrar isso em processo e escala, não em software.

O que fazer com isso

  • Comece pelo que não estraga o serviço. Texto, legenda, resposta a pergunta repetida. Erro nesses lugares custa um minuto de revisão.
  • Antes de precificar com ferramenta, tenha ficha técnica. Sem custo por prato conferido, o resultado é opinião com aparência de cálculo.
  • Meça uma coisa só antes e depois. Horas gastas na tarefa, ou pedidos respondidos fora do horário. Sem número antes, não existe conclusão depois.
  • Desconfie de assinatura mensal para tarefa eventual. Custo fixo entra fácil e sai difícil, e é assim que a economia vira despesa.

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Abrasel · FoodBiz

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Forno a lenha para pizzaria: o filtro custa mais que o forno https://donosderestaurante.com.br/equipamento/di-forno-restaurante-casa-cor/ Mon, 24 Aug 2026 13:40:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/uncategorized/di-forno-restaurante-casa-cor/ O forno a lenha voltou à vitrine. Na CASACOR São Paulo 2026, no Parque da Água Branca, a programação gastronômica inclui um espaço de culinária italiana com pizzas artesanais. Na mostra, o forno é peça de decoração. Na casa que fatura, ele é uma linha de investimento com um anexo caro que quase ninguém orça no começo.

Construir um forno a lenha para pizzaria custa em média R$ 3.808, podendo chegar a R$ 8 mil conforme tamanho e material, segundo levantamento de preços da Saipos. Já o filtro de fumaça, também chamado de lavador de gases e exigido por lei em muitos municípios, custa entre R$ 5 mil e R$ 12 mil. O acessório obrigatório pode custar o triplo do equipamento principal.

Não é despesa que dá para adiar sem risco. A fiscalização quase sempre chega por denúncia de vizinho incomodado com a fumaça, e o enquadramento sai da Lei 9.605/1998, de crimes ambientais, regulamentada pelo Decreto 6.514/2008. Em caso julgado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a corte mandou demolir a estrutura e fixou multa diária limitada a R$ 10 mil.

Quanto custa um forno a lenha para pizzaria, filtro incluído

Os preços de forno variam bastante pelo formato de compra. Kits pré-moldados ficam entre R$ 2.600 e R$ 6.500. Modelo com porta de vidro chega a R$ 3.500, revestido em cerâmica sai por volta de R$ 4.500, e unidade pronta para instalar aparece na faixa de R$ 7.900 a R$ 8.800.

Depois vem o consumo. Um forno a lenha queima de 2 a 4 quilos de lenha por hora, e a conta mensal de lenha fica entre R$ 800 e R$ 1.500 na média de mercado. Some o filtro, a chaminé e a alvenaria, e o orçamento realista do conjunto passa longe do preço do forno anunciado na loja.

A lenha precisa de documento e a chaminé, de altura

A madeira também tem papelada. Lenha nativa só pode ser usada em estabelecimento comercial com origem comprovada, e o Documento de Origem Florestal (DOF), do Ibama, controla transporte e armazenamento de produtos florestais nativos. Comprar lenha sem essa rastreabilidade pode caracterizar crime ambiental.

Do lado do prédio, a orientação técnica corrente é chaminé de no mínimo seis metros de altura, com filtro que segure as partículas antes de a fumaça sair. A Cetesb informa que pizzaria não é objeto de licenciamento ambiental estadual por causa do baixo potencial de emissão, o que costuma criar uma falsa sensação de liberação: a exigência real é municipal. Há cidades com alvará específico para pizzaria com forno a lenha, como São Vicente, no litoral paulista. Na cozinha, ainda vale a RDC 275/2002 da Anvisa, que cobra que o processo não comprometa as condições higiênico-sanitárias.

O tempo de forno também entra na conta

Lenha custa tempo, e tempo é folha de pagamento. O pré-aquecimento até a faixa de trabalho, de 400°C a 450°C, leva até três horas. Um forno a gás sobe em 30 a 45 minutos, e o de esteira, em cerca de 20 minutos. A pizza assa em 60 a 90 segundos no lenha, o que resolve o pico, mas quem abre só à noite paga três horas de lenha antes de vender a primeira.

O que fazer com isso

  • Peça por escrito à secretaria de meio ambiente da sua cidade a lista de exigências para forno a lenha antes de fechar contrato de obra, porque a regra é municipal.
  • Some filtro, chaminé e projeto ao orçamento do forno e compare esse total com um forno a gás ou elétrico de capacidade equivalente.
  • Guarde nota fiscal e DOF de cada carga de lenha em pasta única para responder a autuação no mesmo dia.
  • Cronometre o pré-aquecimento por uma semana e converta em custo de lenha e de hora trabalhada, para saber quanto a primeira pizza da noite já custou antes de sair.

Fontes

Saipos · Prática · eCycle · Estado · Saovicente · GoWhere

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Sem treinamento de equipe, restaurante paga R$ 290 mil https://donosderestaurante.com.br/gestao/sem-treinamento-de-equipe-restaurante-paga-r-290-mil/ Mon, 24 Aug 2026 13:30:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/?p=446 A 10ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, em Minas Gerais, condenou uma rede de restaurantes e churrascarias a pagar pensão, plano de saúde e indenização por dano moral a uma auxiliar de cozinha gravemente queimada.

O acidente aconteceu quando a trabalhadora tentou reabastecer com álcool líquido um rechaud, o equipamento térmico usado para manter alimento aquecido no bufê. O aparelho ainda estava quente, com resíduo de combustão. O manuseio provocou explosão imediata, que atingiu a trabalhadora e causou queimaduras de segundo e terceiro graus.

A condenação fixou pensão vitalícia em parcela única de R$ 290 mil e plano de saúde vitalício sem coparticipação, além do dano moral.

Por que treinamento de equipe em restaurante vira prova no processo

O ponto jurídico da decisão é o que interessa a quem opera. O tribunal entendeu que a empresa foi responsável porque não forneceu treinamento e preparo adequados.

Segundo a advogada trabalhista Juliana Mendonça, a decisão reforça o entendimento de que o empregador não pode transferir o risco da atividade ao trabalhador quando não houve capacitação, orientação adequada nem controle de segurança. E deixa claro que não basta alegar imprudência da vítima quando a própria empresa não treina, não organiza o procedimento e não fiscaliza a execução de uma atividade perigosa.

Traduzindo para a operação: na hora do processo, a pergunta não é se o funcionário errou. É se a empresa provou que ensinou, escreveu o procedimento e conferiu que estava sendo cumprido. Sem os três, o erro do funcionário vira responsabilidade da casa.

O caso do álcool líquido é o mais comum que existe

Rechaud, lamparina de bufê e fogareiro de sobremesa com álcool líquido estão em praticamente todo self-service e todo evento. E o procedimento errado é sempre o mesmo: reabastecer com o recipiente ainda quente.

O vapor de álcool acende antes do líquido chegar. Não é acidente raro nem imprevisível, e é exatamente por isso que a ausência de treinamento pesa tanto na decisão.

O que fazer com isso

  • Escreva o procedimento do rechaud e cole no ponto de uso. Apagar, esperar esfriar, reabastecer com o aparelho frio, nunca completar com chama acesa.
  • Troque álcool líquido por gel ou por pastilha onde der. Elimina a etapa mais perigosa em vez de tentar treinar em cima dela.
  • Guarde comprovação de treinamento com assinatura e data. Lista de presença é documento, conversa não é.
  • Repita o treino a cada entrada. Com a rotatividade do setor, treinar uma vez por ano significa que metade da equipe nunca foi treinada.

Fontes

ConJur · Rbmt · TRT

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Salário recorde e a dificuldade de contratar em restaurantes https://donosderestaurante.com.br/gestao/salario-recorde-e-a-dificuldade-de-contratar-em-restaurantes/ Mon, 24 Aug 2026 13:15:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/?p=445 A alimentação fora do lar registrou em março de 2026 o maior salário médio da sua série histórica: R$ 2.449. O recorde não resolveu o problema que ele deveria resolver.

Entre os empresários do setor, 90% classificam a contratação de novos funcionários como difícil ou muito difícil. É um número que praticamente não deixa exceção.

Onde está a dificuldade de contratar em restaurantes

Os entraves apontados pelos próprios operadores separam duas coisas que costumam ser confundidas.

  • Encontrar profissional bem qualificado: 64%. Falta de formação, não falta de gente.
  • Falta de interessados nas vagas: 61%. Aqui é falta de gente mesmo.
  • Horário pouco atrativo para os cargos oferecidos: 33%. O único item da lista que está inteiramente na mão do empregador.
  • Alta demanda pelos profissionais: 23%. Concorrência com outras casas.
  • Migração da mão de obra para outras áreas: 21%. Perda para fora do setor.

Somados, qualificação e ausência de candidatos respondem pela maior parte. Mas o item de horário é o que merece atenção desproporcional, porque é o único que o dono muda sozinho, sem depender de escola técnica, de mercado ou de concorrente.

Os cargos que travam

A dificuldade não é uniforme. Ela se concentra em posições especializadas.

Sushiman e churrasqueiro aparecem no topo, com 88% dos empreendedores classificando a dificuldade de contratar como alta ou muito alta. Cozinheiro-chefe vem logo atrás, com 81%, e gerente com 78%.

O que esses três têm em comum é que não se contrata pronto no mercado com facilidade e não se forma em duas semanas. É posição de formação interna, e formação interna exige que alguém fique tempo suficiente na casa para ser formado. Fecha o ciclo com o outro número do setor, o da rotatividade.

Repare que a lista não inclui as funções de entrada. Auxiliar de cozinha, atendente e chapeiro continuam sendo preenchidos, ainda que com esforço. O gargalo está na camada de cima, que é exatamente a que sustenta padrão de prato e turno sem o dono presente.

O que fazer com isso

  • Trate horário como parte da remuneração. Escala publicada, folga previsível e saída no horário competem com salário, e custam menos.
  • Defina hoje quem é o seu segundo cozinheiro. Contratar chefe pronto é caro e demorado; formar leva de seis a doze meses e precisa começar antes da vaga existir.
  • Compare o seu salário com o piso da sua convenção, não com a média nacional. A média de R$ 2.449 mistura região e porte, e não diz nada sobre a sua praça.
  • Pergunte a quem saiu por que saiu. Sendo horário, você tem um problema barato de resolver. Sendo salário, você pelo menos sabe o tamanho do cheque.

Fontes

Abrasel

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Rotatividade em bares e restaurantes chega a 73,49% https://donosderestaurante.com.br/gestao/rotatividade-em-bares-e-restaurantes-chega-a-73-49/ Mon, 24 Aug 2026 13:00:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/?p=444 O dado dos últimos doze meses fechados, de dezembro de 2024 a novembro de 2025, coloca a taxa de rotatividade em bares e restaurantes em 73,49%. É uma das mais altas de toda a economia brasileira.

O indicador mede a proporção da força de trabalho que precisou ser reposta ao longo do ano, no saldo entre desligamentos e admissões. Na média, é como se cada bar ou restaurante trocasse todos os funcionários a cada 1,4 ano, ou 16 meses.

Uma pesquisa do setor sobre a visão dos operadores mostra o outro lado do mesmo número: 59% das empresas relatam dificuldade para recrutar e reter gente qualificada, e a maior falta está justamente nos cargos técnicos, como cozinheiro, bartender e garçom, apontados por 34%.

O que a rotatividade em bares e restaurantes custa de verdade

A conta que quase todo mundo faz é a rescisão. É a menor parte.

Recrutamento e admissão. Anúncio, tempo de quem entrevista, exames, uniforme, documentação. Some as horas do gerente e não é barato.

Curva de aprendizado. Ninguém entrega no primeiro dia o que entrega no nonagésimo. Nesse intervalo, a produção cai, o desperdício sobe e o erro de pedido aumenta. Este é o custo maior e é o único que não tem nota fiscal.

Contaminação da equipe que fica. Cada saída joga trabalho sobre quem permanece. Time sobrecarregado é time que começa a procurar emprego, e é assim que a rotatividade se alimenta.

Consistência do produto. O cliente não sabe que o cozinheiro mudou. Ele só percebe que o prato de hoje não é o de antes, e essa percepção não volta atrás com uma cortesia.

O que separa quem escapa da média

Não é salário sozinho, e o setor prova isso: as maiores dificuldades de contratação estão em casas que já pagam acima do piso.

O que aparece com constância em quem tem baixa troca é banal e trabalhoso: escala publicada com antecedência, horário de saída que se cumpre, alguém que ensina em vez de mandar, e uma régua clara de quem sobe para quê. Nada disso custa dinheiro, mas tudo isso custa atenção de gestão toda semana.

O que fazer com isso

  • Calcule a sua taxa, não a do setor. Desligamentos do ano dividido pelo número médio de funcionários. Leva dez minutos na folha e é o número que você vai acompanhar.
  • Meça o tempo até a produtividade plena. Quantos dias até um contratado novo render como o antigo. É esse número, vezes o salário, o custo real de cada saída.
  • Faça entrevista de desligamento, sempre, e anote. Três meses de anotação mostram o padrão, e o padrão quase nunca é o que o dono imagina.
  • Publique a escala com uma semana de antecedência. É a medida de menor custo e maior efeito sobre permanência que existe na operação.

Fontes

Abrasel · Monitor

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Fispal Food Service 2026: tecnologia cresceu 34% em área https://donosderestaurante.com.br/equipamento/fispal-food-service-2026-tecnologia-cresceu-34/ Mon, 24 Aug 2026 12:40:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/?p=440 A 42ª edição aconteceu de 26 a 29 de maio de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo, junto com a Fispal Sorvetes. Foram 68.788 visitantes e 2.500 marcas expositoras numa área de 50 mil metros quadrados, alta de 12,7% sobre o ano anterior. A programação somou 125 horas de conteúdo em dez atrações.

A leitura mais útil está na abertura por pavilhão. Tecnologia cresceu 34% em área de exposição, food service 12%, Fispal Sorvetes 11% e pizza 6%. Segundo o gerente Daniel Corigliano, a edição mostrou com clareza a força e a diversidade do setor profissional brasileiro.

O que a Fispal Food Service 2026 diz sobre a sua compra

Quando o pavilhão de tecnologia cresce quase três vezes mais que o de food service, o expositor está dizendo onde espera vender. Fornecedor não compra estande maior por otimismo: compra porque o funil do ano anterior fechou.

Para quem opera, isso tem duas leituras opostas, e as duas são verdadeiras.

A boa: ferramenta de gestão, integração e automação está entrando numa faixa de preço que alcança a casa de uma unidade só. Categoria com muitos concorrentes é categoria com margem sob pressão, e quem compra ganha com isso.

A ruim: aumenta a oferta de solução que resolve problema que o seu restaurante não tem. Estande bonito vende assinatura mensal, e assinatura mensal é custo fixo que entra fácil e sai difícil.

Como visitar sem voltar com contrato ruim

O erro clássico é chegar sem lista e sair com três propostas assinadas na emoção do desconto de feira. Esse desconto quase sempre continua disponível na semana seguinte, por telefone, e o vendedor sabe disso melhor do que você.

Vale mais definir antes duas ou três decisões de compra reais do ano e visitar só os expositores dessas categorias. O resto é pesquisa de campo, e pesquisa de campo se anota, não se assina.

O que fazer com isso

  • Marque a próxima edição na agenda agora. Está anunciada para 18 a 21 de maio de 2027, no mesmo Distrito Anhembi.
  • Escreva as duas compras do ano antes de ir. Equipamento a substituir e processo a resolver, com o valor que cabe. Sem isso, a feira dirige a decisão no lugar do dono.
  • Anote preço de balcão de feira e compare com o canal normal depois. Em equipamento, a diferença costuma ser menor do que o vendedor sugere.
  • Peça prazo de assistência técnica na sua cidade, por escrito. Forno importado sem técnico a menos de 300 km é forno parado por semanas quando quebra, e isso não aparece na proposta.

Fontes

Portalradar · Revistahoteis · Giro

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Bandeira tarifária amarela: o peso de quem fica ligado https://donosderestaurante.com.br/equipamento/bandeira-tarifaria-amarela-o-peso-de-quem-fica-ligado/ Mon, 24 Aug 2026 12:20:00 +0000 https://donosderestaurante.com.br/?p=438 A Agência Nacional de Energia Elétrica definiu bandeira amarela para agosto de 2026, repetindo o cenário de maio, junho e julho. O adicional é de R$ 1,885 na conta a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

A razão informada é o período seco: reservatórios das hidrelétricas em nível reduzido e necessidade de acionar termelétricas, que geram a um custo mais alto. A agência não divulgou percentual de reservatório nesta nota.

Quanto a bandeira tarifária amarela muda na sua conta

O adicional parece pequeno porque é cotado em cem quilowatts-hora, unidade que não diz nada a quem opera. Traduzindo: são cerca de R$ 18,85 a cada mil kWh.

Um restaurante de porte médio com câmara fria, dois balcões refrigerados, chapa, forno e ar-condicionado de salão passa com folga de 4 mil kWh no mês. Nesse patamar, a bandeira sozinha acrescenta perto de R$ 75, quatro meses seguidos, sobre uma conta que já subiu por reajuste de tarifa. Em doze meses, com o mesmo consumo, seriam R$ 900 de adicional puro.

O número em si não quebra ninguém. O que ele faz é marcar onde olhar, porque o adicional incide sobre consumo, e consumo em restaurante se concentra em pouca coisa.

Os três que mandam na conta

Refrigeração. Câmara fria e balcões respondem pela maior fatia porque operam 24 horas, inclusive na segunda-feira em que a casa está fechada. Borracha de porta ressecada, condensador sujo e gás baixo fazem o compressor trabalhar mais tempo para chegar à mesma temperatura, e isso não aparece em lugar nenhum além da fatura.

Climatização de salão. Alta demanda, mas concentrada nas horas de operação. Filtro sujo é o equivalente da borracha ressecada, e a limpeza é semanal.

Praça quente. Forno e fritadeira puxam carga alta em janelas curtas. O desperdício aqui não é o uso, é o pré-aquecimento antecipado demais e o equipamento ligado entre picos.

O que fazer com isso

  • Limpe o condensador da câmara fria e confira as borrachas. É o serviço de melhor retorno na cozinha e custa uma manhã de técnico.
  • Meça, não estime. Um medidor de tomada em cada equipamento grande, uma semana em cada, resolve a dúvida sobre quem consome o quê por menos de R$ 200.
  • Cheque a modalidade tarifária com a distribuidora. Casa com carga instalada relevante às vezes está no enquadramento errado há anos, e a correção não custa nada além do pedido.
  • Coloque o horário de ligar o forno no procedimento de abertura. Pré-aquecer duas horas antes do primeiro pedido é dinheiro queimado sem nenhuma contrapartida no prato.

Fontes

Aneel · EBC · Jornaldocomercio

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